2003-12-21

Subject: Derrame do Exxon Valdez teve efeitos a longo prazo

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Derrame do Exxon Valdez teve efeitos a longo prazo

 

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Derrame do Exxon ValdezUm estudo agora publicado na revista Science descobriu que os efeitos do derrame do Exxon Valdez em 1989 foram muito piores e de maior duração do que se suspeitava até agora. 

Quando o super-petroleiro chocou com um baixio e derramou 11 milhões de galões de crude para as costas da ilha Prince William Sound, no Alaska, os cientistas souberam imediatamente que milhares de aves e mamíferos marinhos morreriam rapidamente. No entanto, previram que o ambiente local recuperaria assim que o crude fosse removido e desaparecesse. 

Em vez disso, a vida marinha da zona sofreu durante anos, pois mesmo pequenas gotas de petróleo remanescentes reduziam a capacidade de sobrevivência, retardavam a reprodução e impediam o crescimento normal. Estes vestígios de crude criaram um efeito bola de neve, causando problemas para peixes, aves e mamíferos marinhos, de acordo com este novo estudo. 

As coisas não estavam bem em Julho de 1989 e continuaram a não estar para muitos organismos anos após o derrame, refere Charles Peterson, autor e principal investigador no relatório agora publicado. 

Aves mortas dão à costa após o derrame do Exxon ValdezUma importante lição a retirar deste derrame foi que a legislação ambiental deve ter em conta mais do que os impactos imediatos da exposição ao petróleo, relatam os investigadores. Isso pode significar standards mais apertados para a qualidade da água ou regras mais rigorosas na limitação da poluição das águas. 

O relatório combinou estudos governamentais sobre o derrame com problemas verificados em lontras marinhas, patos arlequim, salmão e bivalves. As manchas de crude que persistem em algumas praias, ainda hoje, libertam hidrocarbonetos em quantidade suficiente para causar problemas crónicos em algumas espécies. Alguns bancos de mexilhão, por exemplo, deverão levar mais 10 anos para recuperar totalmente. 

Crude do Exxon Valdez estava ainda embebido nas praias de Prince William Sound este Verão, comenta Stanley Rice, outro investigador envolvido no projecto. O crude infiltra-se por buracos e fendas, comenta este investigador, que comandou uma equipa que escavou mais de 1000 poços em praias este Verão. Nessas fendas, o crude está tal e qual estava 2 ou 3 semanas após o derrame. As lontras marinhas, escavando em busca de alimento, estão gradualmente a remover esse crude, mantendo-se expostas ao hidrocarboneto e aos seus efeitos nefastos, conclui. 

 

A Exxon Mobil Corporation rebate as conclusões da equipa de investigadores: o que a ciência descobriu no Alaska, e noutros locais, é que os derrames podem ter efeitos muito intensos a curto prazo, mas o ambiente tem um extraordinário poder de recuperação, comenta Frank Sprow, o vice-presidente para a segurança e para o ambiente. 

Essas pequenas áreas de praia que ainda apresentam crude representam cerca de 26 acres do total de 5000 Km da costa de Prince William Sound, referiu Sprow, o que não afecta os peixes ou qualquer outro tipo de vida selvagem. 

Exxon Valdez posto novamente a flutuar após o derrame

O derrame do Exxon Valdez foi o pior desastre com petroleiros em águas norte-americanas, matando pelo menos 250000 aves marinhas e milhares de mamíferos marinhos. Forçou ao encerramento da pesca comercial e impediu a recolha de alimentos pelas populações locais. 

A Exxon gastou mais de 2 biliões de dólares na limpeza da zona, tendo chegado a acordo em 1991 numa indemnização de 1025 biliões de dólares após ser processada civil e criminalmente estatal e federalmente. 

Em 1994, um tribunal distrital americano de júri condenou a Exxon a pagar 5 biliões de dólares um multas punitivas pelo derrame. A sentença, depois reduzida para 4 biliões de dólares, ainda aguarda decisão do recurso imposto pela companhia. 

 

 

 

Saber mais:  

Próxima maré negra está à espreita

M Prestige

Exxon Valdez Oil Spill Trustee Council

10 years After the Valdez Oil Spill

 

 

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