2006-02-13

Subject: Teoria sobre a origem da vida testada

 

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Teoria sobre a origem da vida testada 

 

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Não é provável que a vida na Terra tenha surgido em nascentes vulcânicas ou fumarolas hidrotermais, pelo menos de acordo com um investigador americano de renome.

Experiências desenvolvidas em lagos vulcânicos sugerem que eles não fornecem as condições ideais para o surgimento da vida, descobertas que serão discutidas hoje no encontro internacional de dois dias que vai explorar as teorias mais modernas sobre a origem da vida na Terra.

David Deamer, professor emérito de química na Universidade da Califórnia em Santa Cruz, comentou, antes da sua apresentação: "Passaram cerca de 140 anos desde que Charles Darwin sugeriu que a vida poderia ter surgido num "pequeno lago aquecido". Estamos agora a testar a ideia de Darwin nos "pequenos lagos quentes" associados com as regiões vulcânicas de Kamchatka na Rússia e de Mount Lassen na Califórnia."

"Os resultados são surpreendentes e de alguma forma desapontantes. Parece que as águas ácidas contendo argila não são as condições ideais para as moléculas se reunirem em células primitivas."

Deamer referiu que os aminoácidos e o DNA, componentes essenciais das células e da vida de modo geral, aderem à superfície das partículas de argila nas poças vulcânicas.

"A razão porque esse facto é significativo é porque foi proposto que a argila promove reacções químicas interessantes relacionadas com a origem da vida", explicou ele. "No entanto", acrescentou, "nas nossas experiências, os compostos orgânicos ficaram tão fortemente ligados às partículas de barro que não puderam sofrer qualquer outro tipo de reacção química."

Ainda que a nossa compreensão do mundo esteja a aumentar rapidamente, a resposta para como a vida terá surgido na Terra permanece esquiva. A conferência, que envolve mais de 200 cientistas internacionais de primeiro plano, também irá explorar outras teorias, incluindo se a a vida terá chegado à Terra vinda do espaço.

 

"Presume-se que a vida tenha surgido numa espécie de "sopa primitiva", rica em compostos de carbono, mas de onde vieram estas moléculas orgânicas?", pergunta Max Bernstein do Instituto SETI.

Ele acredita que a resposta pode estar nas poeiras interstelares, pelo que vai apresentar a sua possibilidade de que um cometa ou um asteróide possa ter fornecido à Terra os ingredientes crus necessários ao cozinhado da vida.

Os investigadores também irão analisar a possibilidade da existência de vida noutros locais do universo. Monica Grady, da Universidade Aberta do Reino Unido, irá explorar a possibilidade da existência de vida em Marte, por exemplo. 

Ian Smith, da Universidade de Cambridge e organizador da conferência, refere: "Compreender a forma como a vida na Terra terá emergido no espaço de apenas 1000 milhões de anos é um problema científico fascinante e um passo fundamental na previsão da existência de vida noutros locais do universo."

Deamer refere que a sua investigação, ainda não publicada, irá ajudar a reduzir as teorias sobre a forma como a vida na Terra terá surgido. "Uma possibilidade é que a vida tenha realmente surgido num "pequeno lago aquecido" mas não numa nascente vulcânica ou hidrotermal."

 

 

Saber mais:

SETI Institute

University of California, Santa Cruz

Cambridge University

 

 

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