2006-02-10

Subject: Carne de baleia vira comida de cão

 

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Carne de baleia vira comida de cão

 

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A carne de baleias capturadas sob a bandeira do programa de "investigação" japonês é tão abundante que está a ser vendida como comida para animais, revela uma organização conservacionista inglesa.

Milhares de toneladas de carne de baleia tem vindo a ser armazenada à medida que mais animais são mortos todos os anos, diz a Whale and Dolphin Conservation Society (WDCS). O governo japonês tem tentado vender a carne de baleia para as escolas mas o seu preço tem continuado a cair.

A companhia que está a vender a carne de baleia através da Internet declara-a "um alimento natural, seguro e saudável" para os cães. "Um discreto "boom" de carne de baleia está a começar", apregoa o site hakudai.com. "O número de donos de animais de estimação que se preocupam com a saúde dos seus animais está a crescer, reconhecendo o valor nutricional da carne de baleia", acrescentam.

O site descreve a carne de baleia como "orgânica" e trazida ao consumidor "directamente do mar".

Mark Simmonds, director científico da WDCS, comenta: "A caça à baleia é uma actividade cruel e o facto de o Japão estar a matar estes animais espantosos para produzir comida para cães é absolutamente chocante. Já temos ouvido muitos argumentos japoneses ao longo dos anos para a manutenção da caça à baleia, porque era crucial para eles, mas nunca tinham dito que precisavam de matar baleias para alimentar os seus cães."

Uma moratória global sobre a caça à baleia está em vigor desde os anos 80 do século passado, mas a caça com "objectivos científicos" é permitida de acordo com as regras da Comissão Internacional de Caça à Baleia (IWC).

A caça é condenada pela maioria dos grupos conservacionistas, que argumentam que é desumana, desnecessária e pode causar danos irreparáveis a populações frágeis.

O Japão e a Islândia têm programas "científicos", enquanto a Noruega apresentou uma objecção formal à moratória e mantém abertamente operações comerciais de caça à baleia. Alguns grupos indígenas também são permitidos a capturar baleias, de acordo com restrições muito rigorosas

Só o volume das operações japonesas torna-os o alvo principal da ira dos grupos conservacionistas. Na presente época de caça, este país lançou um programa designado JARPA-2, que duplica as capturas anuais de baleias anãs em águas antárcticas.

 

O programa JARPA-2 vai capturar 935 baleias anãs e 10 baleias vulgares todos os anos, enquanto o outro programa de investigação JARPN é responsável pela captura de 100 baleias sei, 100 baleias anãs, 50 baleias de bico de Bryde e 5 cachalotes por ano, na zona do Pacífico norte.

A IWC obriga os países que praticam a caça à baleia "científica" a processar o que capturam, e a carne resultante dos programas japoneses sempre encontrou formas de chegar aos restaurantes. 

No ano passado foi iniciado um esquema de distribuição de carne de baleia nas escolas e uma cadeia de comida rápida começou a vender hambúrgueres de baleia, mas as notícias mais recentes sugerem que a procura está bem aquém deste fornecimento recém-ampliado. A WCDS cita investigações que mostram que a carne de baleias de bico de Bryde custa metade do que custava há cinco anos, o mesmo acontecendo com outras espécies.

A maioria das espécies de baleia está em risco de extinção e no ano passado os 63 membros do Comité Científico da IWC condenaram a expansão do programa JARPA.

"Com a nova proposta, o Japão vai aumentar as suas capturas anuais ... para níveis que se aproximam das quotas comerciais para baleias anãs antárcticas que estavam em vigor antes da moratória", declararam. Em Janeiro deste ano, um grupo de 17 países entregou um protesto formal contra esta situação mas o Japão continua a afirmar que a caça faz parte da sua herança cultural e que os outros não têm base moral para os condenar.

 

 

Saber mais:

hakudai.com

Institute of Cetacean Research

International Whaling Commission

Whale and Dolphin Conservation Society

 

 

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