2006-02-07

Subject: Descoberta nova espécie de ave no Paraíso da Papua

 

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Descoberta nova espécie de ave no Paraíso da Papua

 

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Clique aqui para ver imagem em tamanho realUma equipa internacional de cientistas revelou ter descoberto um "mundo perdido" na selva indonésia que é lar de dúzias de novas espécies de animais e plantas. "Está tão perto de ser o Jardim do Paraíso como alguma vez se viu na Terra", diz Bruce Beehler, um dos líderes do grupo.

A equipa registou novas espécies de borboletas, rãs e uma série de espantosas plantas, onde se incluem cinco novas palmeiras e um rododendro gigante. O estudo também revelou uma ave que se alimenta de mel nunca antes descrita.

O grupo, composto por investigadores americanos, indonésios e australianos, deslocou-se a pé através de uma área das nevoentas montanhas Foja, localizadas mesmo a norte da bacia de Mamberamo na Nova Guiné.

Os investigadores passaram perto de um mês no local, registando detalhadamente a fauna e a flora selvagens desde a base até perto do cume da cordilheira Foja, que alcança mais de 2000 metros de altitude.

"É algo maravilhoso, uma floresta intocada e despovoada, não há vestígios da presença ou do impacto humano nestas montanhas", descreve Beehler. "Fomos descidos de helicóptero porque não há caminhos, foi muito difícil deslocarmo-nos."

Segundo ele, mesmo as duas tribos locais, os Kwerba e os Papasena, que acompanharam os cientistas, ficaram surpreendidos com o isolamento do local. "Os homens das aldeias locais vieram connosco e deixaram claro que nenhum deles alguma vez tinha estado na zona, nem mesmo os seus ancestrais", explica Beehler.

Uma das descobertas mais espantosas da equipa foi uma ave que se alimenta de mel e com uma mancha laranja brilhante na face, a primeira nova ave a ser avistada na ilha da Nova Guiné em mais de 60 anos. 

Os investigadores também resolveram um mistério ornitológico, a localização do lar da ave do paraíso de Berlepsch Parotia berlepschi. Descrita pela primeira vez no final do século XIX através de espécimes recolhidos por populações indígenas de algures na Nova Guiné, a espécie tinha sido alvo de várias expedições subsequentes, que nunca a encontraram.

 

Mas apenas no segundo dia da expedição desta equipa, os espantados cientistas observaram um macho de ave do paraíso de Berlepsch realizar a sua dança de acasalamento para uma fêmea no próprio acampamento.

Foi a primeira vez que um macho vivo desta espécie foi observado por cientistas ocidentais, provando que as montanhas Foja eram o seu verdadeiro lar.

"Esta ave tinha sido arquivada e esquecida, tinha sido perdida. Redescobri-la foi, para mim, de alguma forma, mais excitante que encontrar a ave melífera. Passei 20 anos a trabalhar com aves do paraíso, são umas aves deliciosamente sexy", entusiasma-se Beehler.

A equipa também registou um tipo de canguru dourado das árvores Dendrolagus pulcherrimus, que se pensava ter sido caçado até à extinção. Beehler referiu, inclusivé, que alguns dos animais não tinham receio dos humanos, como dois equidnas bebés que até permitiram que os cientistas lhes pegassem para os estudar melhor.

A expedição de Dezembro de 2005 foi organizada pela organização conservacionista americana Conservation International, em conjunto com o Instituto Indonésio de Ciência.

Segundo a equipa, não tiveram tempo suficiente para analisar a área exaustivamente e tencionam regressar mais à frente ainda este ano. A zona faz parte de uma área protegida logo Beehler acredita que o seu futuro está assegurado, pelo menos a curto prazo.

"O investimento chave são as populações locais, o seu conhecimento, apreciação e tradições orais são muito importantes. Eles são os melhores caseiros para esta floresta, tomando conta destes bens tão preciosos", comenta Beehler.

 

 

Saber mais:

Conservation International

 

 

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