2006-01-22

Subject: Revelados os efeitos do H5N1 no corpo

 

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Revelados os efeitos do H5N1 no corpo

 

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A gripe das aves ataca os tecidos por todo o corpo, confirma a autópsia de gatos infectados. Estas descobertas sugerem que o vírus pode infectar o intestino humano através da alimentação, espalhando posteriormente através das fezes contaminadas.

Os receios acerca da gripe das aves continuam a crescer e, com a sua chegada à Turquia, a doença já tem um pé na Europa. A estirpe H5N1 do vírus da gripe das aves já matou mais de metade das pessoas que se sabe que infectou.

Devido aos receios de que o vírus cause uma pandemia humana, os investigadores querem saber de que forma será mais provável que ataque o corpo e seja transmitido pessoa a pessoa. No entanto, tiveram muito poucas oportunidades de responder a estas questões, em parte devido a apenas um punhado de vítimas humanas terem sido autopsiadas.

Assim, uma equipa liderada por Thijs Kuiken do Centro Médico Erasmus em Roterdão na Holanda, realizou autopsias detalhadas de gatos infectados, animais que se considera serem modelos razoáveis para as infecções humanas. Isto permitiu-lhes ter um vislumbre do vírus no pico da infecção, em vez de esperar até à morte do sujeito.

A equipa foi a primeira que relatou que a estirpe H5N1 do vírus da gripe das aves podia infectar gatos em 2004, uma descoberta surpreendente pois até aí considerava-se que os gatos eram imunes à gripe. Num estudo de seguimento, publicado no American Journal of Pathology este mês, analisaram cuidadosamente os tecidos dos animais infectados.

O vírus cria o caos no cérebro, fígado, coração e numerosos outros tecidos, descobriram eles, matando células e desencadeando inflamação. Por contraste, os vírus da gripe humana limitam grandemente os danos ao nariz e aos pulmões.

Esta descoberta vem apoiar estudos anteriores realizados em ratos e furões, podendo ajudar a explicar porque a gripe das aves mata tantos dos humanos que infecta. "É promíscua", diz o patologista veterinário Corrie Brown, que estuda doenças infecciosas na Universidade da Georgia, Athens. "Não se preocupa com o tipo de célula que invade."

O estudo com gatos salienta dois outros factos preocupantes acerca do vírus. A equipa descobriu que o H5N1 pode ser excretado nas fezes dos gatos, tal como através dos pulmões.

 

Os investigadores pensam que as pessoas contraem a doença respirando o vírus contido nas fezes de aves contaminadas, mas não é claro se o mesmo pode acontecer através de fezes de mamífero.

Isto sugere que o gripe das aves se pode espalhar através de água contaminada com fezes e urina humanas, tal como através da tosse e dos espirros. Se uma pandemia humana tiver início, isto pode ser um problema muito grave em países em vias de desenvolvimento, onde as condições sanitárias pouco adequadas podem fomentar o propagar da doença.

A equipa também descobriu provas, pela primeira vez, de que o vírus pode atacar directamente as células nervosas presentes no intestino de gatos alimentados com carne de galinha contaminada.

Isto sugere que o vírus pode também atacar o intestino humano directamente, reforçando a recomendação de que se evite carne crua infectada. Kuiken diz que estas descobertas também podem ajudar a explicar dois casos de gripe das aves em que os doentes tiveram diarreia e encefalite, em vez dos clássicos sintomas respiratórios.

Os investigadores já sabiam que o H5N1, tal como outros vírus patogénicos da gripe das aves, se espalha através do corpo das aves mas estão apenas a começar a identificar os truques genéticos que permitem a esta estirpe invadir tantos tipos de tecidos.

Os peritos estão a lutar para prever se o vírus vai começar a propagar-se facilmente de humano para humano. "Penso que a maior precaução que podemos tomar neste momento é controlá-lo nas aves", diz Brown, "o caldeirão de mutação do vírus." Não se considera que os gatos sejam um reservatório da doença.

 

 

Saber mais:

SIDA pode ajudar a propagar a gripe das aves

Perguntas mais frequentes sobre a gripe das aves

Estudo sobre vírus aumenta receios de pandemia

 

 

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