2006-01-20

Subject: Vingança dá mais satisfação aos homens

 

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Vingança dá mais satisfação aos homens

 

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Os homens parecem tirar maior satisfação que as mulheres ao testemunhar uma vingança, sugere um novo estudo agora conhecido. 

Os cientistas analisaram a actividade cerebral em diversas pessoas enquanto estas observavam alguém de quem gostavam ou não a, aparentemente, sofrer.

Enquanto as mulheres mostravam sinais de empatia para com as pessoas, quer gostassem delas quer não, os homens pareciam apreciar o sofrimento inflingido aos seus "inimigos". o estudo, realizado pelo University College London, surge publicado na última edição da revista Nature

Uma série de testes foi realizada, envolvendo 32 voluntários homens e mulheres. A eles juntaram-se quatro actores cuja verdadeira identidade foi mantida em segredo do resto do grupo.

Na primeira parte da experiência, os voluntários jogaram um jogo de investimento monetário. Durante esta sessão, os actores apresentaram-se favoravelmente jogando lealmente ou desfavoravelmente jogando de forma a prejudicar os outros participantes.

De seguida, os actores receberam, aparentemente, choques eléctricos fracos enquanto os voluntários tinham as suas reacções analisadas.

Quando os jogadores "justos" recebiam choques, tanto os homens como as mulheres mostravam um aumento de actividade nos centros de dor do cérebro, os córtices fronto-insular e anterior cingulato.

Já quando o actor "injusto" recebia um choque, as mulheres mostravam o mesmo tipo de empatia, mas os homens não mostravam aumento de actividade nas áreas relacionadas com a dor. No entanto, mostravam um aumento de actividade no centro de recompensas do cérebro, o núcleo acumbens.

Os investigadores notaram que os voluntários tinham tendência para evitar as pessoas que os tinham enganado e a sua antipatia foi confirmada por respostas a questionários.

 

A investigadora principal Tania Singer refere: "Os homens expressaram um maior desejo de vingança e pareciam sentir satisfação quando as pessoas injustas recebiam o que lhes parecia ser o devido castigo físico."

"Este tipo de comportamento deve ter sido crucial na evolução da sociedade, pois a maioria das pessoas do grupo sentem motivação para castigar aqueles que enganam os restantes. Este comportamento altruísta significa que as pessoas tendem a proteger-se umas às outras dos borlistas da sociedade, e a evolução deve ter gravado este sentido de justiça e dever moral nos nossos cérebros."

Singer refere que é possível que os homens reagissem de forma mais forte devido ao facto de o castigo aplicado ser físico, e não psicológico ou financeiro. No entanto, ela diz: "Esta investigação parece indicar um papel dominante dos homens na manutenção da justiça e na atribuição de castigos."

Colin Wilson, neuropsicólogo do Green Park Healthcare Trust de Belfast, considera estas descobertas interessantes, mas que muito mais é necessário antes de se puder concluir que existem diferenças profundas entre os sexos a este nível.

Diz ele: "É possível que as mulheres tenham tendência para reflectir mais nas suas reacções e que sejam menos decididas a aplicar julgamentos rápidos e punitivos mas o que seria realmente interessante seria se as mesmas descobertas fossem encontradas se o castigo fosse um insulto social ou um rebaixar, em vez de algo físico."

 

 

Saber mais:

Nature

University College London

Wellcome Trust

 

 

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