2006-01-17

Subject: Maior peixe do mundo está a "encolher"

 

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Maior peixe do mundo está a "encolher"

 

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Os tubarões-baleia avistados ao largo da costa da Austrália estão a ficar cada vez mais pequenos, relatam os investigadores. Numa década, o tamanho médio destes animais reduziu-se de sete para apenas cinco metros de comprimento.

Os tubarões-baleia, o maior peixe do mundo, são capturados para a alimentação humana em alguns países do sudeste asiático e os investigadores australianos suspeitam que isto está a causar um declínio na espécie.

O peixe está listado como "vulnerável" e um dos autores do estudo já considerou esta descoberta como "um sinal muito preocupante".

Os dados foram recolhidos por companhias de ecoturismo que realizam expedições para a observação de tubarões-baleia, permitindo-se que os turistas nadem com os peixes no Parque Marinho de Ningaloo, localizado ao largo da costa noroeste da Austrália.

"A industria de ecoturismo regista a posição, tamanho e sexo de todos os tubarões com que nada", explica Mark Meekan do Instituto Australiano de Ciência Marinha. "Nós obtivemos estes registos e fomo-los analisando ao longo do tempo, e, essencialmente, o que observámos na década passada é um declínio no tamanho médio do tamanho dos tubarões, de sete para cinco metros de comprimento. Agora se considerarmos que os tubarões provavelmente não atingiram a maturidade sexual até que tenham seis ou sete metros de comprimento, temos aqui um sinal extremamente preocupante."

Os tubarões-baleia Rhincodon typus são animais filtradores, que se alimentam de pequenos organismos marinhos como o plâncton e o krill. Vivem até 150 anos, atingindo comprimentos até 20 metros. Acredita-se que atingem a maturidade sexual perto da idade dos 30 anos.

De acordo com a lista vermelha da IUCN de espécies ameaçadas, os tubarões-baleia estão classificados como "vulneráveis" à extinção.

"Os tubarões-baleia, como muitas outras espécies de tubarão, são altamente vulneráveis à sobre-exploração, devido à sua longevidade e baixa taxa reprodutora", comenta Callum Roberts da Universidade de York, que tem vindo a investigar estes peixes na zona das Caraíbas.

"Estes grandes peixes já foram acrescentados à lista da CITES de espécies ameaçadas pelo comércio internacional", continua ele, "mas isto não os irá proteger se forem capturados por, por exemplo, barcos de Taiwan e forem consumidos em Taiwan. Assim, os tubarões-baleia continuam em risco e a redução do seu tamanho pode ser devida à captura sistemática dos animais de maior porte."

 

Também existem indicações que o número de de tubarões que visitam as águas australianas pode estar em declínio, o que pode ser mais uma prova da redução do seu efectivo conduzido pela pesca excessiva.

Os investigadores do Instituto Australiano de Ciência Marinha estão a proceder a um programa de marcação, numa tentativa de identificar as rotas de migração entre a Austrália, Ásia e costa leste de África.

Espécimes marcados na Austrália já nadaram até águas asiáticas e ainda no mês passado um dos emissores esteve durante dias a lançar sinal a partir de terra, sempre no mesmo local na Indonésia, logo os investigadores suspeitam que o tubarão tenha sido capturado e o emissor removido.

Após ser capturado, a carne é comida, as barbatanas gigantes são utilizadas como placares publicitários para restaurantes que servem sopa de barbatana de tubarão, do fígado retira-se o óleo e a cartilagem é encaminhada para a medicina tradicional chinesa.

@ Rachel T GrahamDescobrir as rotas de migração pode ajudar a identificar as zonas onde os peixes estão a ser capturados. "Muitas das pessoas que pescam são aldeões sem muitas outras opções", diz Mark Meekan.

"Se soubermos quem eles são, podemos dar-lhes outra opção, uma opção muito lucrativa. O ecoturismo em Ningaloo gera €50 milhões por ano, o suficiente para sustentar uma cidade inteira."

O maior mistério sobre este peixe é a sua reprodução e rituais de acasalamento. Os machos e as fêmeas vivem em comunidades separadas mas obviamente têm que se encontrar em algum local para acasalar. Acredita-se que sejam vivíparos mas raramente foram observadas crias.

 

 

Saber mais:

Australian Institute of Marine Science

Revelados os segredos do maior peixe do mundo

 

 

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