2006-01-15

Subject: Cães farejam cancro na respiração dos pacientes

 

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Cães farejam cancro na respiração dos pacientes

 

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Os cães são capazes de detectar se alguém tem cancro apenas farejando a respiração da pessoa, revelou um novo estudo.

Cães vulgares com apenas algumas semanas de treino básico para não sujar a cozinha aprenderam a distinguir com rigor entre amostras do bafo de pessoas com cancro dos pulmões ou da mama e pessoas saudáveis.

"O nosso estudo fornece provas conclusivas de que os cancros escondidos sob a pele podem ser detectados simplesmente pela análise dos odores, presentes na respiração de uma pessoa, pelos cães", diz Michael McCulloch, que liderou o estudo.

A detecção antecipada do cancro aumenta grandemente a probabilidade de sobrevivência do paciente e os investigadores esperam que o melhor amigo do Homem se possa tornar numa importante "ferramenta" deste despiste precoce.

O novo estudo, que deverá ser publicado na edição de Março da revista Integrative Cancer Therapies, foi conduzido pela Pine Street Foundation, uma organização de investigação sobre o cancro localizada em San Anselmo, Califórnia.

Os cães podem identificar vestígios químicos presentes na ordem das partes por trilião. Estudos prévios já tinham confirmado a capacidade de cães treinados para detectar melanomas farejando as lesões na pele e os investigadores esperam provar que podem detectar cancro da próstata farejando a urina dos pacientes.

"A detecção do cancro através do faro era algo como uma anedota desde há já muitas décadas, mas sentimos que era necessário criar um estudo rigoroso que investigasse seriamente este tópico e que avaliasse a sua eficiência", diz Nicholas Broffman, director executivo da Pine Street Foundation.`

É sabido que os pacientes que sofrem de cancro do pulmão ou da mama exalam marcadores químicos característicos através da respiração. "As células cancerosas emitem produtos metabólicos de excreção diferentes dos das células normais", diz Broffman. "As diferenças entre estes produtos metabólicos são tão grandes que podem ser detectadas pelo apurado sentido do olfacto de um cão, mesmo nas primeiras etapas da doença."

Os investigadores utilizaram um método com base em recompensas de comida para treinar cinco cães vulgares. Ao analisar as amostras de bafo de pacientes, os cães acusavam a identificação positiva de um paciente de cancro sentando-se ou deitando-se em frente da estação de testes.

Apenas pelo cheiro, os cães identificaram 55 pacientes de cancro de pulmão e 31 pacientes com cancro da mama, entre 83 pessoas saudáveis.

 

Os resultados do estudo mostraram que os cães conseguem detectar o cancro da mama e do pulmão entre 88 e 97% das vezes. O elevado grau de rigor persistiu mesmo após os resultados serem ajustados de forma a ter em conta se os pacientes de cancro do pulmão eram, no momento, fumadores.

"Também não parecia fazer diferença que cão ou em que estado de desenvolvimento o cancro se encontra, em termos dos nossos resultados", comenta Broffman.

De acordo com James Walker, director do Sensory Research Institute da Universidade Estatal da Florida em Tallahassee, o sentido do olfacto dos cães é geralmente entre 10000 e 100000 vezes mais sensível que o humano.

Não é claro exactamente o que torna os cães tão bons farejadores, apesar de muito mais área do cérebro do cão estar devotada ao olfacto que no caso humano. Os canídeos também apresentam uma maior convergência de neurónios do focinho para o cérebro do que os humanos do nariz para o cérebro.

"O conjunto nariz e cérebro do cão é actualmente o mecanismo de detecção de odores mais sofisticado do planeta", diz McCulloch, "a tecnologia humana ainda tem muito que progredir até alcançar esse patamar."

Os investigadores já vêm os cães a ser usados nos consultórios médicos para uma detecção preliminar do cancro. "Existem muitos tratamentos experimentais", diz Walker. "Esta pode ser uma ferramenta de diagnóstico experimental durante uns tempos, uma que não pode prejudicar ninguém ou baralhar o seu diagnóstico."

Broffman espera explorar o estudo corrente e analisar a possibilidade de criação de um "nariz electrónico". "Essa tecnologia tentaria alcançar a precisão do nariz do cão", diz ele. "Para além disso, seria mais provável que passasse a fazer parte do consultório médico que um cão."

 

 

Saber mais:

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