2006-01-13

Subject: Novas pistas para o mistério das armações dos veados

 

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Novas pistas para o mistério das armações dos veados

 

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As células estaminais desempenham um papel crucial na espantosa capacidade dos veados para fazerem crescer novas armações regularmente, revela uma pesquisa agora conhecida.

O veado é único entre os mamíferos por ser capaz de regenerar uma parte completa do seu corpo, neste caso um par de armações de osso cobertas por uma pele aveludada.

Os peritos do Royal Veterinary College esperam que o trabalho possa, um dia, conduzir a novas formas de reparar tecidos humanos danificados. Os detalhes da investigação foram apresentados no programa da BBC "Super Vets" (Super Veterinários, em português).

Joanna Price do Royal Veterinary College referiu: "A regeneração das armações permanece um dos mistérios da biologia mas estamos a caminhar em direcção à compreensão dos mecanismos envolvidos."

"As armações fornecem-nos um modelo natural que nos pode ajudar a compreender o processo básico de regeneração, apesar de estarmos muito longe de poder aplicar este trabalho a humanos."

As armações são estruturas volumosas, compostas por osso que anualmente cresce, morre, é perdido e depois regenera. crescem em três a quatro meses, o que as torna um dos tecidos vivos de mais rápido crescimento.

Após as armações terem atingido o seu tamanho máximo, o osso endurece e o revestimento aveludado de pele destaca-se e cai. Uma vez desaparecido o veludo, apenas resta o osso nu, uma arma formidável para as lutas entre os machos.

 

No final da época de acasalamento, o veado perde as suas armações para conservar energia. Na Primavera seguinte, um novo par de armações cresce a partir de uma protuberância óssea na zona frontal da cabeça dos animais.

Esta investigação sugere que células estaminais, com a capacidade de se desenvolverem e diferenciarem em muitos tipos celulares especializados, estão na base deste processo. Este é mediado através de sinais, provavelmente regulados por hormonas como os estrogénios e a testosterona.

O objectivo a longo prazo deste trabalho é compreender melhor o mecanismo de sinais químicos que está por trás do processo de regeneração, na esperança que possa ser mobilizado para a medicina humana para desenvolver novos tratamentos para doenças como o Parkinson.

"Se soubermos o motivo porque este animal consegue realizar este feito enquanto outros não, podemos começar a pensar se seremos capazes de activar novamente este sinal se tivermos um tecido humano danificado."

 

 

Saber mais:

Royal Veterinary College

Supervets

 

 

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