2006-01-12

Subject: Entorpecimento matinal é pior que a provação de sono

 

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Entorpecimento matinal é pior que a provação de sono

 

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Se é do tipo de tropeçar para fora da cama como se estivesse meio bêbado(a), os cientistas acabam de demonstrar que os eu comportamento é perfeitamente razoável. 

Uma equipa de investigadores mostrou que as pessoas estão estão tão entorpecidas quando primeiro acordam como quando já beberam várias cervejas.

Os investigadores do sono há muito que estão interessados nos sintomas de entorpecimento, lentidão e desorientação que as pessoas experimentam quando acordam, o que designam por inércia do sono. Agora mediram exactamente até que ponto os nossos cérebros matinais estão desamparados ao tentar empreender as tarefas de todos os dias.

Para o fazer, Kenneth Wright, da Universidade do Colorado em Boulder, analisou as deficiências mentais causadas pela inércia do sono e comparou-as com as falhas devidas a uma noitada a pé.

Deixaram que nove voluntários apreciassem cerca de 8 horas de sono durante quatro semanas, a última das quais decorrendo no laboratório. Após uma última agradável noite de sono, acordaram cada pessoa e imediatamente, sem mesmo permitir uma chávena de café, lhes pediram que realizassem uma série de somas. 

Um minuto após os voluntários acordarem foram registados os problemas resolvidos correctamente no espaço de dois minutos. O teste foi depois repetido após 20 minutos e novamente a intervalos regulares, até que os voluntários tivessem estado 26 horas sem dormir.

A capacidade do cérebro era menor nos primeiros minutos após acordar do que após uma noite inteira de provação de sono, relata a equipa na última edição do Journal of the American Medical Association. Os indivíduos obtiveram resultados de cerca de 65% do seu melhor quando acabados de acordar e 83% ou melhor durante o resto do período de testes.

Wright diz que a perda de capacidade mental no início do dia é equivalente à causada por uma taxa de alcolemia de 0,08%, que tipicamente se alcança depois de beber quatro garrafas de cerveja. "Não nos tínhamos apercebido até que ponto podia ser mau", diz Wright, "é algo surpreendente."

 

As implicações do estudo são cruciais para pessoas que têm que acordar e reagir imediatamente, como médicos de plantão ou pilotos em período de descanso acordados em caso de emergência. Estas pessoas têm que ser alertadas para o facto de estarem a funcionar muito abaixo da sua média, comenta Wright, para que possam esperar uns minutos antes de tomar decisões de vida ou morte.

Dado que a equipa estudou pessoas que estavam, de modo geral, descansadas, o resultado também sugere que outros, que já estejam cansados ou privados de sono, podem experimentar uma quebra ainda mais vertiginosa das suas funções mentais ao acordar. O mesmo se passa com aqueles que acordam do sono profundo de uma sesta breve.

Mesmo para a pessoa média, esperar que passem esses primeiros minutos permanecendo na cama e evitando tarefas exigentes, pode evitar complicações. Também pode aliviar a necessidade de muitos de tomar essa primeira chávena de café de manhã, sugere Wright.

Os investigadores do sono estão apenas a começar a explorar o que está por trás e explica este entorpecimento matinal. Um estudo com recolha de imagens do cérebro feito em 2002 mostrou que as áreas do cérebro envolvidas na resolução de problemas e nos comportamentos complexos são particularmente lentas a retomar a actividade ao levantar. 

Uma possível explicação para este aspecto é a presença de processos que no cérebro ajudam a manter-nos a dormir e garantem que temos uma boa noite de sono.

Os cientistas sabem agora que são necessários entre um e vinte minutos para recuperar dos efeitos da inércia do sono, mas a seguir precisam de verificar exactamente qual a duração deste período e, portanto, de quanto tempo precisamos para acordar completamente, diz Derk-Jan Dijk, director do Surrey Sleep Research Centre, Reino Unido. "Esse é o aspecto crucial", diz ele.

 

 

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