2006-01-09

Subject: Comércio de caviar "posto em gelo"

 

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Comércio de caviar "posto em gelo"

 

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Numa tentativa de salvar o ameaçado esturjão, foram criadas restrições internacionais à exportação de caviar a partir de locais chave na Eurásia onde se pensa que o controlo das actividades ilegais não é rigoroso.

A decisão foi recebida com cautela pelos ambientalistas, que dizem que são necessários passos mais decisivos para impedir a extinção do esturjão, muito do qual é pescado ilegalmente para garantir o fornecimento das preciosas ovas.

"É uma boa decisão, é uma indicação de até que ponto a situação está complicada para estes peixes", diz Rick Smith, mamologista e director executivo da Environmental Defence Canada em Toronto. Ele acrescenta que está surpreso com a acção. "Francamente, a CITES não tem um histórico de tomadas de decisão muito firmes."

O comércio de caviar a partir de esturjão selvagem foi efectivamente bloqueado a 3 de Janeiro, quando uma decisão sobre as quotas de exportação foi arquivada pelo secretariado da Convention on International Trade in Endangered Species of Wild Fauna and Flora (CITES). A organização sediada em Genebra pretende limitar o comércio de espécies ameaçadas entre os seus 169 estados membros.

A CITES referiu que existem sucessivos relatos de pesca ilegal de esturjão e de exportações de caviar nas áreas em questão. Sem se saber quantos peixes são realmente capturados é impossível propor quotas sensatas e sustentáveis, refere a organização.

As quotas foram suspensas para as capturas no mar Cáspio, mar Negro onde este se encontra com o baixo Danúbio, e no rio Amur na fronteira China-Rússia. Estas zonas são as principais produtoras de caviar, principalmente do caviar produzido a partir do esturjão beluga Huso huso.

As nações que rodeiam estes corpos de água estão obrigadas, segundo a convenção CITES a basear as quotas de exportação em estudos científicos e a garantir a aplicação de estratégias de conservação que garantam que as quotas não são ultrapassadas.

 

"Os governos precisam de implementar as medidas com que se comprometeram, de forma a garantir que a exploração dos stocks de esturjão se mantêm sustentáveis a longo prazo", diz o secretário geral da CITES Willem Wijnstekers. 

A suspensão das quotas não irá significar uma falta de caviar nas prateleiras das lojas, pois a maioria das capturas dos anos anteriores ainda não foi vendida e porque uma pequena quantidade de caviar produzida por cultura ainda pode ser comercializada.

No mês passado, o WWF e a TRAFFIC emitiram um comunicado conjunto onde revelavam que as autoridades europeias tinham apreendido 12000 Kg de caviar ilegal entre 2000 e 2005. Os funcionários da CITES salientaram que os países europeus falharam na implementação de políticas que garantissem a importação apenas de caviar legal.

Funcionários do Caviar Emptor, um consórcio sediado em Washington de grupos ambientalistas que combatem o comércio ilegal de caviar, consideram a medida da CITES encorajadora.

 

 

Saber mais:

CITES

Caviar Emptor

Endangered fish alliance

 

 

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