2006-01-08

Subject: Reservas oceânicas são mais benéficas do que se esperava

 

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Reservas oceânicas são mais benéficas do que se esperava

 

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Uma zona onde a pesca foi proibida nas Caraíbas parece estar a ajudar tanto os peixes maiores, que se destinava a salvar, mas, surpreendentemente, o coral que é a base do ecossistema. E isto apesar de os peixes maiores devorarem os peixes menores, que ajudam o desenvolvimento do coral.

O estudo agora conhecido salienta como pode ser difícil prever de que forma um ecossistema responde às alterações, comentam os investigadores. Mas também reconfirma que proteger a biodiversidade é uma boa defesa contra alterações destrutivas, acrescentam eles.

Os corais das Caraíbas mencionados neste estudo sofreram um forte golpe em meados dos anos 80 do século passado quando uma misteriosa doença praticamente dizimou o ouriço espinhoso Diadema antillarum. Estes ouriços alimentavam-se das algas que crescem na zona, abrindo clareiras onde os corais jovens se podiam instalar. 

Com os ouriços desaparecidos, tudo dependia de outro herbívoro, o colorido peixe-papagaio, para que as algas fossem mantidas sob controlo. 

Os peixes-papagaio são caçados e devorados pela garoupa Nassau Epinephelus striatus, um dos predadores principais da zona. As garoupas são, por sua vez, mantidas em cheque pelos pescadores.

Mas algumas regiões das Caraíbas, como Exuma Cays Land and Sea Park, estão protegidas contra a pesca. Assim, Peter Mumby da Universidade de Exeter preocupou-se com a forma como o coral iriam enfrentar o cardume de garoupas devorador de peixes-papagaio. Talvez, temia ele, os corais fossem, pura e simplesmente, abafados por um manto de algas.

Após cinco anos de mergulhos, onde Mumby e os restantes membros da sua equipa internacional investigaram transecto após transecto de oceano, o grupo ficou extremamente satisfeito de relatar na última edição da revista Science que os corais estão em óptima forma.

 

Apesar de algumas espécies pequenas de peixes-papagaio servirem de refeição um pouco mais frequentemente, descobriram eles, as espécies maiores também beneficiaram da ausência dos pescadores. Estes peixes-papagaio maiores são devoradores de algas fantásticos, tornando o tapete de algas no interior do parque quatro vezes menor no interior do parque que no exterior.

"É óptimo saber que a utilização de reservas marinhas para a gestão de peixes e coral é compatível", diz Mumby. Mas ele acrescenta que as interacções podem ser mais complicadas noutros locais, e que os corais podem precisar de ajuda extra. "Não acho que as reservas marinhas sejam a única ferramenta necessária para a gestão de recifes."

Robert Carpenter, biólogo marinho da Universidade Estadual da Califórnia em Northridge, também considera estes resultados boas notícias. No seu próprio trabalho, ele já documentou a reemergência gradual dos ouriços e do seu efeito positivo nos corais. 

Carpenter refere que está ansioso pelo dia em que tanto os ouriços como os peixes-papagaio voltem a partilhar a tarefa de abrir caminho entre as algas para os corais juvenis. "O benefício da biodiversidade é fornecer-nos organismos redundantes no ecossistema, que podem oferecer resistência em face das perturbações", diz ele.

 

 

Saber mais:

Science

 

 

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