2003-12-18

Subject: Coral revela origem de genes humanos

News of the Wild

 

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Coral revela origem de genes humanos

 

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Um estudo realizado com corais sugere que os membros mais antigos do reino Animalia atravessaram o pré-Câmbrico com um interessante conjunto de genes em comum com o Homem. 

Surpreendentemente, muitos destes mesmos genes não são partilhados com outros animais, como moscas e vermes nemátodos, apesar destes animais terem evoluído milhões de anos após os corais. Este facto coloca em questão outros estudos que usaram estes animais como modelos no estudo da evolução do genoma humano. 

Esta investigação, observou cerca de 1300 sequências genéticas expressas no coral da espécie Acropora millepora, tendo descoberto que cerca de 500 dessas sequências tinham correspondência nas bases de dados de genes existentes. Estas sequências, designadas marcadores de sequências expressas, representam genes, diferentes pedaços do mesmo gene ou porções expressas de DNA que não contribuem para um gene codificante. 

Destas, 90% estão presentes no Homem e cerca de 10% foram encontradas no Homem mas não na mosca da fruta Drosophila melanogaster ou no verme nemátodo Caenorhabditis elegans. Estas descobertas sugerem que muitos genes considerados, até agora, como específicos dos Vertebrados podem ter uma origem bem mais antiga e foram perdidos durante a evolução da mosca e do verme nemátodo. 

Tinha-se assumido que o coral não apresentaria muitos dos genes encontrados nos animais superiores, comenta Robert Saint da Australian National University, um dos autores deste estudo. Pelo contrário, foram surpreendidos com a descoberta de genes semelhantes aos que estão relacionados com a especialização de tecidos de Vertebrados, nomeadamente o sistema nervoso (apesar de o coral apenas apresentar uma rede difusa de células nervosas). 

Existem perguntas básicas que nos devemos colocar perante o coral como modelo, que nos devem ajudar a perceber o mecanismo evolutivo do desenvolvimento animal, comenta David Miller, um biólogo molecular e co-autor do estudo. 

A ideia de que genes antes considerados "inovações" dos Vertebrados podem ter evoluído antes do surgimento dos Vertebrados não é nova. Alejandro Sánchez Alvarado, já tinha descoberto no verme platelminte Schmidtea mediterranea genes que antes se pensava terem evoluído nos Vertebrados. No entanto, a ideia de que alguns animais poder ter perdido esses genes á medida que se tornaram mais sofisticados é ainda controversa. 

As descobertas agora comunicadas revelam que, apesar de úteis no estudo da função dos genes no desenvolvimento e processos celulares, a mosca da fruta e os vermes nemátodos podem ter um valor muito limitado em estudos sobre a evolução dos genes humanos. Será necessário estudar o genoma de muitos outros animais, que não tenham sofrido o mesmo grau de perda de genes, para que possamos compreender a evolução e função dos genes humanos e de como geram a complexidade dos nossos corpos, conclui Sánchez Alvarado.

 

 Outras Notícias:

Aquecimento global expande corais?

 

O aquecimento global pode não ser só fonte de más notícias: algumas espécies de coral estão em franco crescimento, revelou o encontro anual da Geological Society of America. 

Pelo menos um género da zona das Caraíbas, Acropora, parece ter tirado proveito do aquecimento das águas marinhas, expandindo o seu habitat para norte, como já tinha acontecido no passado. 

Em 1998, amostras vivas de coral foram encontradas perto de Fort Lauderdale, Flórida, e em 2002 no norte do Golfo do México ao largo da costa do Texas. Comportamentos semelhantes já foram detectados em corais do Pacífico. 

O impacto do aquecimento global nas plantas e nos animais das latitudes médias e altas está bem documentado. Nestas zonas o aumento de temperatura tem sido máximo, levando expansões para norte do habitat de certas espécies, bem como alterações ao padrão migratório e ao florescimento. 

Muito menos é conhecido sobre a reacção de espécies tropicais. Para os corais, a maioria das notícias eram más: águas mais quentes eram consideradas causa de morte e branqueamento, com a libertação das algas que são cruciais para a sobrevivência do coral. 

No entanto, os corais que parecem beneficiar apenas assim continuarão enquanto a temperatura da água não atingir os 32ºC, o seu limite máximo de tolerância. Além disso, os corais enfrentam outros problemas, como a poluição. 

 

 

Saber mais:  

Geological Society of America

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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