2006-01-02

Subject: Preocupações com contaminação devida a FIV

 

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Preocupações com contaminação devida a FIV

 

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Crianças concebidas através de uma forma de fertilização in vitro (FIV) podem transportar DNA bacteriano nos seus cromossomas, alertam os cientistas.

Uma equipa de investigadores espanhóis misturou esperma de rato com bactérias E.coli como forma de verificar se era possível a ocorrência de modificações genéticas acidentais.

De seguida injectaram os espermatozóides em óvulos de rato e descobriram que alguns dos embriões resultantes continham realmente genes de E.coli relatam eles na edição mais recente da revista New Scientist. 

Um perito inglês neste tipo de reprodução já referiu que este tipo de contaminação não foi detectada em humanos e que era pouco provável que trouxesse problemas de saúde, seja como for.

A equipa da INIA, a agência de investigação agrícola espanhola, utilizou um procedimento conhecido como ICSI, ou injecção de espermatozóide intracitoplasmática, em que um espermatozóide é injectado directamente num óvulo.

A ICSI é usada como forma de ajudar os homens que apresentam baixas contagens de espermatozóides ou espermatozóides que não se deslocam adequadamente e é responsável por cerca de metade dos procedimentos de FIV na maioria dos países.

Os cientistas também têm vindo a realizar investigação sobre a ICSI como forma de produzir animais geneticamente modificados, misturando DNA com espermatozóides antes de os injectar nos óvulos.

Este facto levou os investigadores da equipa espanhola, cujo trabalho também foi publicado na revista Human Reproduction, a analisar se o DNA de crianças nascidas através da ICSI poderia acidentalmente ser alterado se uma amostra de esperma fosse contaminada com bactérias.

Os testes em ratos envolveram misturar esperma de rato com E.coli que continha um gene que codifica para a produção de uma proteína fluorescente, para facilitar a visualização do processo.

 

Em casos em que os espermatozóides eram frescos e lavados para os separar dos restantes componentes do esperma, 12% dos embriões recém-fertilizados continham o gene fluorescente, apesar de este não ter sido observado em embriões implantados em fêmeas de rato.

Quando os espermatozóides eram congelados e não lavados, 19% dos embriões e 6% dos que foram implantados continham o gene.

Os investigadores utilizaram concentrações elevadas de bactérias, o que os peritos consideram seria normalmente detectado ao microscópio pelos técnicos de FIV. Maryse Bonduelle, da Universidade de Flemish Free em Bruxelas, que estuda a saúde de centenas de crianças obtidas por FIV, refere: "Não me parece que haja motivo para alarme ou para uma alteração de procedimento neste momento."

Segundo ele, as amostras de esperma são frequentemente contaminadas por bactérias da pele transportadas pelo dador, e que não seria mal ter mais cuidados para eliminar o potencial para as crianças transportarem DNA bacteriano.

O perito em fertilidade humana Simon Fishel, da Care Fertility, comenta: "Este risco permanece teórico neste momento e mesmo que outro tipo de DNA seja passado para as crianças, não há qualquer evidência que se manifeste de forma problemática."

 

 

Saber mais:

New Scientist

Care Fertility

Human Reproduction

 

 

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