2005-12-20

Subject: Ursos polares afogados preocupam investigadores

 

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Ursos polares afogados preocupam investigadores

 

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Relatórios dados a conhecer esta semana alegam que os ursos polares estão a ser forçados pelas alterações climáticas ao canibalismo e a tentar nadar distâncias suicidas. 

Os peritos consideram ser ainda demasiado cedo para ter a certeza mas estes são os impactos que seria de esperar que ocorressem à medida que o degelo dos bancos de gelo deixam os ursos sem alternativas a viajar maiores distâncias.

Durante a décima sexta conferência bienal sobre a biologia dos mamíferos marinhos em San Diego, Califórnia, na semana passada, biólogos marinhos do Minerals Management Service relataram ter descoberto quatro ursos polares afogados ao largo da costa norte do Alaska no Outono passado.

Os biólogos também avistaram um número invulgarmente elevado de ursos nadando em mar aberto, alguns a 95 Km ao largo da costa. Vinte por cento dos ursos avistados na área em Setembro estavam na água, enquanto relatos de anos anteriores mostram que apenas 4% dos ursos avistados estavam a nadar.

Tonje Folkestad, especialista em alterações climáticas do programa árctico de World Wildlife Fund em Oslo, Noruega, concorda que os ursos estão em perigo devido ao degelo mas considera demasiado cedo para concluir se mais animais se estão a afogar devido às alterações climáticas.

"Não podemos dizer neste momento que existe uma tendência para os ursos polares se afogarem", diz ela, "mas estamos à espera de assistir a mais deste tipo de acontecimento no futuro." Passar mais tempo em mar aberto aumenta a exposição dos ursos a perigos derivados do frio, exaustão ou tempestades. "O senso comum diz-nos que se eles têm que nadar 60 Km em vez de 20 Km, é mais provável que se afoguem", acrescenta Folkestad.

Folkestad diz que a tendência para o degelo do gelo árctico, o principal habitat para os ursos polares, representa um problema real para a espécie. Os bancos de gelo estão a reduzir-se a uma taxa de cerca de 10% por década, com as temperaturas árcticas no Verão cerca de 2°C mais elevadas que há 50 anos. Cerca de 1,3 milhões de quilómetros quadrados, uma área equivalente a três vezes o estado da Califórnia, já se perderam nos últimos 4 anos.

O novo estudo não representa provas concreta da associação entre o degelo e os efeitos negativos sobre os ursos polares mas as provas anedóticas estão a acumular-se e os conservacionistas e cientistas estão a ficar preocupados. 

Investigadores financiados pelo WWF em Yakutia, nordeste da Rússia, têm visto um número invulgarmente elevado de ursos este ano, bem como registado um nível recorde de falta de gelo no oceano.

 

Os guardas conservacionistas da Yakutia observaram dois incidentes de um urso matar outro, com alguns meios de comunicação social a alegar canibalismo devido à fome. "Estas observações não são raras ou extraordinárias por si", diz Folkestad, "o invulgar é a falta de gelo no mar da zona."

Especialistas em conservação estão convencidos que é necessária acção para descobrir mais acerca da forma como o degelo está a afectar os ursos, antecipando graves problemas que o futuro trará.

Em Junho de 2005, o grupo de especialistas em ursos polares da world conservation union (IUCN) decidiu que os ursos polares deviam ter o seu estatuto de conservação agravado para "vulnerável". O painel, composto pelos principais especialistas em ursos polares, espera um declínio de 30% nos próximos 35 a 50 anos, devido à perda do seu habitat gelado.

A maioria das populações parece estável mas um estudo do Geological Survey americano e do Wildlife Service canadiano a publicar no próximo ano já revela um sério declínio na população de ursos polares de Hudson Bay, Canadá. O número de ursos desceu 22% desde 1987, restando apenas 935 animais no ano passado.

"É um sinal muito preocupante", diz Folkestad, "esta é a população mais a sul de ursos e a que tem menos gelo disponível, logo será de esperar que isto aconteça noutros locais à medida que o degelo progride." 

A quinze de Dezembro três organizações conservacionistas lançaram uma acção em tribunal para forçar o governo americano a proteger os ursos polares. O Center for Biological Diversity, o Natural Resources Defense Council e a Greenpeace estão a processar o governo americano por não ter agido de acordo com uma petição enviada ao Fish and Wildlife Service em Fevereiro. Nela era pedido que o urso polar fosse classificado "ameaçado" de acordo com a Endangered Species Act. Se a decisão for favorável aos conservacionistas, os passos necessários para classificar o urso polar como ameaçado podem ainda demorar dois anos. 

 

 

Saber mais:

WWF

US Minerals Management Service

 

 

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