2005-12-19

Subject: Descodificado DNA de mamute extinto

 

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Descodificado DNA de mamute extinto

 

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Os cientistas conseguiram obter parte do genoma do extinto mamute peludo. Os segmentos de DNA com 5000 pares de bases correspondem ao DNA mitocondrial deste animal e permite lançar uma nova luz sobre a árvore genealógica dos elefantes.

Com a ajuda desta investigação, cujos resultados foram publicados na edição mais recente da revista Nature, é perceptível que o mamute estava mais próximo do elefante asiático do que do seu primo africano.

Os três grupos divergiram a partir de um ancestral comum há cerca de seis milhões de anos, com o elefante asiático e os mamutes a divergirem entre si cerca de meio milhão de anos depois.

"Conseguimos finalmente resolver a filogenia do mamute, que era controversa desde há 10 anos", diz o autor principal do estudo Michael Hofreiter do Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planck de Leipzig, Alemanha.

Os mamutes viveram em África, na Europa, Ásia e América do norte entre 1,6 milhões de anos e cerca de 10000 anos atrás, durante o Pleistoceno.

O mamute peludo Mammuthus primigenius, com a sua característica pelagem espessa e de aspecto andrajoso, estava muito bem adaptado aos extremos da era glaciar.

O DNA de vários animais mamíferos extintos na última idade do gelo, encontrados preservados na permafrost, já tinha sido analisado mas não com tanto detalhe. "É o maior segmento de DNA descodificado até à data de qualquer espécie do Pleistoceno", diz Hofreiter.

A equipa de investigadores, oriundos da Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, extraiu e analisou o DNA de mamute através de uma nova técnica que funciona mesmo com quantidades mínimas de osso fossilizado, neste caso apenas 200 miligramas.

 

Perto de 46 segmentos de DNA foram analisados e colocados na sequência correcta, formando um registo completo do DNA mitocondrial do mamute. Este material genético é passado através da linhagem maternal, sofrendo pequenas mas regulares alterações, o que dá aos cientistas uma janela para olhar para o passado.

Apesar do grosso da informação genética do animal ser encontrada no núcleo das suas células e não nas mitocôndrias, o DNA mitocondrial é particularmente útil no estudo das relações evolutivas entre as diferentes espécies.

O DNA mitocondrial completo de um animal extinto já tinha sido sequênciado anteriormente mas apenas para a ave gigante não voadora conhecida por moa, que desapareceu há cerca de 500 anos.

Dan Bradley, perito em DNA antigo no Trinity College de Dublin, Irlanda, considera esta investigação "um marco histórico". "A maioria dos projectos relacionados com DNA mitocondrial antigo usam apenas pequenos segmentos da mitocôndria", diz ele. 

 

 

Saber mais:

Nature

O projecto "Parque Pleistoceno"

Bisontes ajudam a compreender a grande extinção americana

 

 

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