2005-12-18

Subject: Árvore genealógica dos dinossauros novamente abalada

 

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Árvore genealógica dos dinossauros novamente abalada

 

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A árvore genealógica dos dinossauros pode ter que ser novamente revista com a descoberta de que alguns destes répteis podiam ajustar a sua taxa de crescimento.

Até agora, pensava-se que a maioria dos dinossauros eram de sangue quente, apresentando uma taxa de crescimento fixa, independente de factores ambientais como a disponibilidade de alimento, mas um estudo agora publicado na revista Science mostra que pelo menos uma espécie se apresentava em duas versões: pequena e grande.

Esta situação levanta questões acerca da existência de um ancestral de sangue quente comum a todos os dinossauros, referem os investigadores.

Os paleontólogos Martin Sander e Nicole Klein da Universidade de Bona, Alemanha, estudaram os ossos de vários espécimes do prossaurópode Plateosaurus engelhardti, um herbívoro que viveu há cerca de 200 milhões de anos no é actualmente a Europa central. 

Este dinossauro foi um dos primeiros destes répteis a atingir grandes dimensões e tinha um corpo elefantino, de pescoço e cauda compridos.

@ PM SanderO crescimento dos ossos de dinossauro é marcado pela formação de anéis, muito semelhantes aos encontrados nos troncos das árvores, que dão uma indicação da rapidez com que os animais cresciam.

A partir da sua estrutura óssea, os peritos também podem descobrir a idade que tinham quando deixaram de crescer. 

As evidências sugerem que alguns plateossauros atingiam o seu tamanho máximo com 12 anos de idade, enquanto outros ainda estavam a crescer aos 27. O espécime menor tinha 4,8 metros de comprimento quando atingiu o tamanho máximo, enquanto outros atingiam os 10 metros.

Esta variação na taxa de crescimento e no tamanho do adulto ainda não tinha sido encontrada noutros dinossauros estudados até à data, como os Tyrannosaurus.

O estudo da Science também aponta outra reviravolta no já secular debate sobre a forma como os dinossauros regulavam a temperatura corporal.

A maioria dos cientistas acredita que os dinossauros eram animais de sangue quente e que, como tal, cresciam de forma regular e de acordo com um padrão genético fixo, em vez de depender de calor e da disponibilidade de alimento ambientais.

 

O plateossauro parece ser uma forma intermédia, algures entre os répteis de sangue frio e os mamíferos e aves de sangue quente.

Esqueleto de Plateosaurus @ PM SanderDado que o réptil ancestral comum dos dinossauros e dos seus primos mais próximos, os pterossauros ou répteis voadores, tem sido considerado um animal de sangue quente, a descoberta dos investigadores de Bona pode destrambelhar completamente as ideias acerca da sua evolução.

De acordo com Martin Sander, a explicação mais provável para esta situação é que o ter sangue quente tenha sido uma característica que surgiu diversas vezes ao longo da história dos dinossauros e não uma característica herdada do ancestral comum.

Estranhamente, o artigo agora publicado acrescenta peso ao emergente número de evidências que desafiam a ideia de que os primeiros dinossauros corriam sobre duas patas e eram animais de sangue quente. 

"Podemos estar a assistir à mudança de um paradigma, a um desafio à ideia de que o dinossauro mais antigo era bípede e de sangue quente", explica Sander. "Existem diversas linhas de evidências que apontam para que o dinossauro mais antigo era quadrúpede e provavelmente não era de sangue quente, apesar da ideia de ser bípede ser um dogma pelo menos há 20 anos." 

 

 

Saber mais:

Science

Universidade de Bona

Dinossauros tinham lanches de ervas

Dinossauro leva cientistas a repensar a evolução das aves

 

 

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