2005-12-16

Subject: Descoberto gene que controla cor da pele

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the Wild

Este boletim é mantido por simbiotica.org, uma rede simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

mantenha-se informado das últimas novidades e troque ideias com todos os que fazem parte desta rede!

 

Em destaque:

Descoberto gene que controla cor da pele

 

  Questões ou comentários para: webmaster@simbiotica.org

Dê a rede simbiotica.org a conhecer a um amigo!!

Os cientistas acreditam que estudando o humilde peixe-zebra podem ter conseguido resolver o mistério do controlo da cor da pele humana.

Uma equipa da Universidade Penn State descobriu que uma pequena alteração num gene chave tem um impacto importante na determinação da pigmentação da pele. 

A descoberta, dada a conhecer através da última edição da revista científica Science, pode explicar o motivo porque as pessoas de ascendência europeia têm uma pele mais clara que as de África. 

Espera-se, igualmente, que esta pesquisa pode conduzir a novas formas de tratamento para o cancro da pele e, potencialmente, ao desenvolvimento de novas técnicas de modificação da cor da pele sem a danificar com bronzeadores ou aclareadores químicos irritantes.

A determinação genética da cor da pele humana é um dos mistérios mais duradouros da Biologia. Alterações em alguns destes genes estão associadas com doenças como o albinismo, que causa não só pele muito clara mas também problemas de visão.

No entanto, a maioria dos genes responsáveis pelas diferenças normais de pigmentação da pele tem permanecido desconhecida. O gene identificado pela equipa da Penn State, baptizado SLC24A5, nunca tinha sido tido em conta para a determinação da pigmentação da pele.

Os peixes-zebra são ideais para este tipo de investigação pois partilham com os humanos muitos genes semelhantes, para além de terem células pigmentares que, como as humanas, contêm grânulos ricos em pigmentos designados por melanossomas.

Os investigadores descobriram uma variante de peixe-zebra, conhecida por dourado, que tem menos, menores e menos fortemente pigmentados melanossomas do que os peixes normais.

Descobriram que a pigmentação mais ligeira era causada por uma mutação no gene SLC24A5, que reduz a produção de uma proteína chave. Adicionando a proteína retirada de um peixe-zebra normal ao peixe, obtém-se um animal com uma coloração mais escura.

De seguida, os investigadores analisaram dados do genoma humano e descobriram um padrão semelhante. 

A maioria das populações humanas transporta a mesma versão do gene SLC24A5, mas pessoas com ancestralidade europeia transportam uma variante do gene com apenas uma mutação. Esta mutação parece, tal como nos peixes-zebra, resultar na produção de menos, mais pequenos e menos pigmentados melanossomas.

 

Uma análise mais detalhada mostrou que entre as pessoas de ancestralidade mista europeia e da África ocidental, os que transportam a variante europeia do gene tendem a ter uma pele mais clara.

@ Paul Reiman, University of Iowa As descobertas sugerem que este simples gene controla até 38% da amplitude de cores da pele desta população mista.

O investigador Mark Shriver considera que a importância deste trabalho se estende bem para além da pigmentação da pele. "Sabemos tão pouco acerca da genética e da estrutura evolutiva das características humanas."

"Não podemos esperar usar genética humana para compreender doenças complexas de forma eficaz sem primeiro como características fundamentais como a cor dos olhos, cabelo e pele são determinadas. Perceber os detalhes da pigmentação com a ajuda de sistemas modelo como o peixe-zebra é um excelente paradigma para os que buscam compreender outras doenças complexas."

Emma Knight, da Cancer Research UK, comenta: "Os resultados desta investigação são intrigantes mas não devemos antecipar-nos e especular desde já sobre as implicações para os cancros de pele. É necessária muito mais investigação para compreender o motivo porque os europeus evoluíram com uma versão diferente do gene SLC24A5 e qual a sua função."

 

 

Saber mais:

Developmental Dynamics

Penn State University

Science

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

@ simbiotica.org, 2005


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com