2003-12-16

Subject: Mercado de marfim floresce na África ocidental

News of the Wild

 

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Em destaque:

Mercado de marfim floresce na África ocidental

 

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Um activo comércio ilegal de marfim está a florescer na África ocidental, referem os conservacionistas. Foi encontrado mais marfim na Nigéria, Costa do Marfim e Senegal do que as populações locais de elefantes poderia algumas vez fornecer, comprovando que outras populações estão a ser atacadas por caçadores furtivos. 

Qualquer comercialização de marfim a nível internacional tem que ser sancionada pela CITES, mas o comércio interno depende da legislação do país. O comércio de marfim foi banido pela Costa do Marfim em 1997, enquanto no Senegal e na Nigéria é supostamente controlado. No entanto, um relatório da Traffic e do WWF revela que os investigadores encontraram mais de 4000 Kg de marfim ilegal em diversas lojas públicas em 9 cidades destes 3 países. 

O relatório considera que este volume de marfim corresponde às presas de mais de 760 elefantes, apesar de dados recentes do IUCN sugerirem que não devem existir mais de 543 elefantes nestes mesmos 3 países. Um dos autores deste relatório, Tom Milliken da Traffic, referiu que este tipo de estudos apenas mostra uma pequena parte do problema. 

O relatório revela que a maioria deste marfim provém da República Democrática do Congo, Camarões, República Centro Africana e Gabão, países que fazem parte da zona mais problemática para a conservação do elefante. 

Legislação deficiente e pouco ou nada aplicada permitem o florescimento do comércio ilegal nestes 3 países, ameaçando a sobrevivência do elefante aí e na África central. A corrupção impede mesmo os agentes da CITES ou da WWF de actuar, pois impede-os de chegar aos portos de entrada e saída dos países. 

A situação é mais alarmante na Nigéria, onde foram agora identificadas maiores quantidades de marfim ilegal que em anos anteriores. O relatório agora apresentado refere que se a Nigéria não cumprir os regulamentos CITES sobre o comércio de marfim até Março de 2004, todo o comércio legal de espécies listadas pela CITES a partir do país será suspenso. 

No entanto, nem toda a responsabilidade por esta situação pode ser atribuída a estes 3 países: os principais compradores de marfim ilegal não são locais, principalmente turistas e negociantes de França, Itália, China, Coreia do Sul e Estados Unidos. Em alguns casos, alguns diplomatas destes países estão envolvidos. 

 

Outras Notícias:

Keiko enterrado em segredo

 

A orca de 6 toneladas morreu na sexta-feira, suspeitando-se de pneumonia. Keiko, que deveria ter cerca de 26 anos, foi enterrada numa pastagem perto da baía onde vinha atraindo muitos turistas. Queríamos que ficasse em paz, revelou Dane Richards, um dos seus tratadores, agora sim, está livre e selvagem. 

O túmulo era tão grande que foi necessário uma escavadora antes de Keiko deslizar pela neve até à cova, na escuridão da noite e com apenas sete pessoas presentes. Foi muito bonito, ele foi enterrado rápida e pacificamente, considerou o senhor Richards. Optamos por este tipo de cerimónia para que não se tornasse um verdadeiro circo para os jornalistas, concluiu. 

KeikoKeiko tornou-se famoso com os filmes para crianças "Libertem Willy", onde fazia o papel de uma orca mantida em cativeiro. Na vida real, Keiko era realmente uma orca em cativeiro, o que levou a que activistas dos direitos dos animais angariassem fundos para a sua libertação do parque mexicano onde vivia. 

Foi, eventualmente, transportado para a Islândia, que se pensava ser o seu local de nascimento, para reabilitação e preparação para a vida em liberdade. Quando foi libertado em 2002, dirigiu-se para a costa norueguesa, perto da vila de Halsa. A sua fama era tal, que os turistas chegavam aos milhares, para nadar com ele, antes de tal se tornar proibido. Keiko foi removido para um local mais remoto mas parecia apreciar a atenção humana. 

As orcas vivem entre 30 e 50 anos na natureza, e, apesar da designação de baleias, são na realidade o maior membro da família dos golfinhos. 

 

 

Saber mais:  

Traffic

CITES

IUCN African Elephant Specialist Group

Keiko.com

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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