2005-12-11

Subject: "Coração" domina cérebro em decisões arriscadas?

 

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"Coração" domina cérebro em decisões arriscadas?

 

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Quando enfrentam incertezas, as pessoas tentam tomar a decisão mais lógica, de acordo com os factos disponíveis. Mas um estudo de imagens cerebrais descobriu que, quando se abordam estas decisões complicadas, as áreas emocionais do cérebro também entram em acção.

Ming Hsu, do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, comparou a actividade cerebral de voluntários durante dois jogos de azar. Enquanto os voluntários jogavam, os cientistas observavam as alterações da sua actividade cerebral através de imagens de ressonância magnética funcional.

Num dos jogos, os investigadores deram aos voluntários a possibilidade de adivinhar a cor de uma carta retirada de um baralho contendo igual número de cartas azuis e vermelhas, bem como a possibilidade de apostar se iriam ou não acertar.

No outro jogo, a razão de cartas vermelhas e azuis era desconhecida. Os jogadores deste jogo tinham menos probabilidade de apostar em como acertavam na sua escolha. Para além disso, havia uma explosão de actividade nos centros de processamento emocional dos seus cérebros, a amígdala e o córtex orbitofrontal.

Os voluntários não sabiam que as probabilidades de acertarem eram, na realidade, as mesmas em ambos os jogos. Dado que os jogadores do segundo jogo apenas podiam dizer "vermelho" ou "azul", as suas chances de apostar correctamente continuavam a ser 50%, independentemente da razão de cartas azuis e vermelhas.

Isto pode parecer estranho, mas se as pessoas não tiverem preferência por uma das cores, a probabilidade de escolher qualquer uma das cores é igual. Assim, mesmo que o baralho contenha apenas cartas vermelhas, o apostador ainda tem 50% de possibilidades de apostar correctamente.

Os cientistas descobriram que no segundo jogo, as zonas emocionais dos cérebros dos voluntários entravam em funcionamento uns segundos antes de fazerem a sua escolha, talvez produzindo sentimentos de cautela que tentavam impedir o sujeito de apostar.

 

Os investigadores acreditam que as suas descobertas apoiam a ideia de que a estrutura do nosso cérebro nos torna avessos a riscos ambíguos.

Pacientes com o córtex orbitofrontal danificado apostam da mesma forma, independentemente de saberem da existência de risco ou não. "Muitos destes pacientes acabam completamente falidos", diz Ming. Ele especula que esse tipo de pessoa não tem a resposta emocional à incerteza e a aversão ao risco, que aqueles que têm um córtex orbitofrontal intacto.

Aldo Rustichini, investigador da teoria da decisão na Universidade de Minnesota em Minneapolis, diz que as descobertas ilustram de forma clara como a emoção é activada em situações difíceis. 

Mas ele também salienta que o estudo descobriu que o risco também aumentou a actividade nas regiões analíticas do cérebro: "A tomada de decisões envolve tanto a emoção como a razão. Os resultados do estudo apontam para ambas. É importante tentar compreender de que forma estas duas vastas redes, a emotiva e a racional, estão a interagir."

Ming e a sua equipa tencionam investigar se o estímulo indirecto dos centros de controlo da emoção podem tornar uma pessoa mais cautelosa. Isto poderia ajudar a estabelecer uma ligação causal entre a actividade das amígdalas e uma tomada de decisão mais cautelosa, diz ele. 

 

 

Saber mais:

Science

 

 

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