2005-12-08

Subject: Buraco no ozono sobre a Antárctica precisa de mais 60 anos para fechar

 

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Buraco no ozono sobre a Antárctica precisa de mais 60 anos para fechar

 

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O buraco no ozono sobre a Antárctica vai provavelmente demorar mais tempo a fechar que antes se pensava, alertam os cientistas. 

À corrente taxa de recuperação, o buraco não deverá ter desaparecido antes de 2065, cerca de 15 anos mais tarde que era considerado uma estimativa aceitável.

A investigação realizada para seguir o teor global de clorofluorocarbonetos (CFC), que destroem a camada protectora de ozono quando libertados para a atmosfera, sugere que mais desses químicos permanecem na atmosfera do que se esperava. Os estudos com modelos também sugerem que o buraco ainda vai demorar um bom tempo a desaparecer.

"Estamos agora perante uma previsão que aponta para o ano 2065", diz John Austin, que constrói modelos de computador para o Geophysical Fluid Dynamics Laboratory de Princeton, Nova Jérsia. Ele e os seus colegas de diversas áreas de investigação apresentaram os seus resultados sobre o ozono a 6 de Dezembro no encontro da American Geophysical Union em San Francisco.

A produção de CFC foi essencialmente proibida sob a égide do Protocolo de Montreal em 1987, mas ainda permanecem muitos destes produtos em frigoríficos antigos, extintores, sistemas de ar condicionado e equipamentos do género. 

Eventualmente estes químicos serão libertados para a atmosfera, desencadeando as suas reacções destruidoras do ozono, diz Dale Hurst da Divisão de Análise Global da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) em Boulder, Colorado, que também falou na conferência de 6 de Dezembro.

Uma camada de ozono atmosférico mais fina significa que mais raios U.V. perigosos podem atingir a superfície da Terra, potencialmente desencadeando mais casos de cancro de pele e outros efeitos nocivos para a saúde.

As medições de Hurst das emissões de CFC, realizadas com a ajuda de aviões em voo baixo sobre os Estados Unidos e Canadá, sugerem que bastante maior quantidade destes químicos permanece do que antes se suspeitava.

 

Em 2003, por exemplo, as nações industrializadas ainda foram responsáveis por cerca de metade das emissões globais de CFC, apesar de os químicos terem sido proibidos há mais de uma década por essa altura. "Seria de esperar que os reservatórios já estivessem quase esgotados", comenta Hurst.

Austin e a sua equipa descobriu sinais similares de uma recuperação retardada. Os seus modelos de computador, que analisam os anos entre 1960 e 2100, indicam que os níveis de ozono antárctico devem regressar ao que eram em 1980 por volta de 2065. O buraco do ozono árctico, que é menor que o antárctico, pode recuperar em 2030, disse Austin.

Dado que os CFC já estão praticamente proibidos, os cientistas presentes na reunião disseram que não têm planos para exigir mais controlo internacional sobre estes químicos. "Não tenho a certeza de que possamos fazer muito", diz Paul Newman do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland.

A nova data para a recuperação será provavelmente incluída no próximo encontro internacional de avaliação do buraco do ozono, acrescenta Newman. Essa avaliação deve ser publicada no final do próximo ano, sob os auspícios da Organização Meteorológica Mundial.

Também a 6 de Dezembro, a NASA publicou detalhes do tamanho e extensão do buraco antárctico este ano. O satélite Aura mediu o buraco como tendo 24,3 milhões de Km2 na sua zona mais larga, entre Setembro e Outubro deste ano. Esta dimensão é ligeiramente maior que o maior registo do ano passado mas ainda menor que o recorde de 1998, com 26,4 milhões de Km2.

 

 

Saber mais:

World Meteorological Organization

Aura at NASA

 

 

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