2005-12-05

Subject: Somos todos viciados no amor?

 

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Somos todos viciados no amor?

 

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Apaixonar-se é uma situação semelhante à dependência de drogas, revela um estudo americano agora publicado na revista Nature - Neuroscience.

Uma equipa de investigadores da Universidade Estadual da Florida descobriu que a química cerebral responsável pelas situações de dependência também desempenha um papel importante no amor.

Os investigadores referem que o mensageiro químico dopamina, que estimula o centro de auto-recompensa do nosso cérebro, ajuda a manter os pequenos ratos da pradaria da espécie Microtus ochrogaster monogâmicos.

Os ratos da pradaria são bem conhecidos por manter relações duradouras, e a dopamina, por sua vez, desempenha um papel importante na manutenção da atracção das pessoas por fontes de prazer, como por exemplo um bom prato de comida. Também actua mantendo uma pessoa dependente de heroína ou cocaína.

A equipa decidiu estudar os ratos da pradaria pois eles, mais que qualquer outro animal, mostram sinais de se apaixonarem da mesma forma que os humanos o fazem.

Os machos e as fêmeas estabelecem fortes laços após um único encontro de acasalamento, após o qual os machos passam a demonstrar sinais de agressão para com outras fêmeas.

Os investigadores descobriram que após o acasalamento, a dopamina era libertada pelos machos e afectava uma zona do cérebro conhecida como nucleus accumbens, também presente em humanos.

 

A equipa bloqueou, na sequência dessa descoberta, a proteína que é activada pela dopamina no cérebro dos ratos da pradaria machos e descobriu que os roedores perdiam a sua habitual forte preferência pela sua parceira em vez de outras fêmeas.

O líder da equipa de investigação Brandon Aragona considera que a ligação que se estabelece entre os ratos da pradaria é extremamente forte e, segundo ele, este estudo foi o primeiro a ilustrar a forma como o cérebro reage de forma a estimular a monogamia. 

Embora convencido que os humanos devem diferir dos ratos da pradaria em muitos aspectos, ele está convencido que os mecanismos básicos da situação devem ser os mesmos.

Colin Wilson, da British Psychological Society, comenta: "O amor é uma emoção muito complexa. Sem dúvida que causa alterações em termos neurofisiológicos mas essas alterações não serão devidas apenas a um mensageiro químico." Também ele está convencido que os humanos serão diferentes dos ratos da pradaria neste aspecto. 

 

 

Saber mais:

British Psychological Society

Nature - Neuroscience

Romantic love 'lasts just a year'

 

 

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