2005-12-04

Subject: Estados Unidos adiam proibição de destruidor do ozono

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the Wild

Este boletim é mantido por simbiotica.org, uma rede simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

mantenha-se informado das últimas novidades e troque ideias com todos os que fazem parte desta rede!

 

Em destaque:

Estados Unidos adiam proibição de destruidor do ozono

 

  Questões ou comentários para: webmaster@simbiotica.org

Dê a rede simbiotica.org a conhecer a um amigo!!

Os Estados Unidos estão a liderar os apelos para a continuação da utilização do metilbrometo como pesticida. O metilbrometo é o último dos químicos destruidores da camada de ozono que continua a ter uma utilização generalizada e devia deixar gradualmente de ser usado nos países industrializados ainda este ano.

Segundo os termos do Protocolo de Montreal de 1987, os países acordaram em retirar de utilização diversos produtos químicos que destroem a camada de ozono, mas quando os parceiros signatários do acordo se encontrarem a 12 de Dezembro em Dakar, Senegal, os delegados irão analisar o pedido americano de utilizar mais de 6500 toneladas de metilbrometo durante 2007. 

A América do norte utiliza mais desta substância que todo o resto do mundo, principalmente como pesticida nas culturas de morango e tomate. Outros países, incluindo a Austrália e o Japão, também já pediram estatutos de excepção no passado, mas os Estados Unidos tem liderado com enorme vantagem: os seus pedidos para utilização durante 2005 são superiores ao de todos os restantes países somados.

Para alguns, os pedidos desmesurados dos Estados Unidos reflectem uma capitulação do governo local perante a pressão dos agricultores e dos fabricantes de metilbrometo.

"É o primeiro esforço sério de sair da alçada do tratado", diz David Doniger, director de política do Natural Resources Defense Council (NRDC) em Washington DC. Doniger está a conduzir um processo judicial contra a Environmental Protection Agency por incumprimento do acordo estabelecido.

Mas os representantes da industria agrícola contrapõem que o valor incalculável das colheitas, bem como a eficiência do metilbrometo como pesticida, significam que a sua utilização continuada é razoável.

"Não existem substitutos perfeitos neste ponto", diz James Elkins, um físico atmosférico da National Oceanic and Atmospheric Administration em Boulder, Colorado. "Mas podíamos usar esta redução para ajudar a atmosfera a recuperar. Estamos num impasse."

O metilbrometo é particularmente destrutivo, diz Elkins. Na estratosfera, decompõe-se e liberta brometo, que destrói o ozono e permite que os raios U.V. do Sol penetrem na atmosfera com mais facilidade. O brometo é 45 vezes mais destruidor que o cloreto, libertado dos infames clorofluorocarbonetos (CFC).

Mas o brometo persiste na atmosfera apenas durante um ano, comparado com os 50-100 anos dos CFC. O consumo de metilbrometo foi reduzido em mais de metade desde 1991, o ano do acordo, e Elkin considera que estas medidas já tiveram um efeito detectável na atmosfera.

Este ano, o estatuto de excepção concedido aos Estados Unidos foi reduzido em alguns pontos percentuais após negociações e estão a ser cada vez menores no seu todo, mas ainda assim este país está a fazer novos pedidos.

"Estamos muito preocupados com o facto de as regras não serem as mesmas para os Estados Unidos e para os restantes signatários", diz Tom Batchelor, da Comissão Europeia em Bruxelas. Segundo ele, os Estados Unidos pediram autorização para utilizar mais metilbrometo em 2005 do que o que tinha sido consumido em 2003, "para todos os efeitos um aumento e não uma redução".

A Europa recebeu permissão para utilizar 4400 toneladas de metilbrometo em 2005, mas de acordo com Batchelor uma análise interna revelou que menos de 3000 toneladas foram efectivamente utilizadas. "Não estamos a ver os Estados Unidos a fazer o mesmo tipo de avaliação rigorosa."

Claudia McMurray, a secretária-assistente para o ambiente dos Estados Unidos, admite que tem havido uma certa fricção entre os estados signatários do acordo, "mas os Estados Unidos estão a ficar muito competentes na forma de apresentar a sua argumentação". 

 

Outras Notícias:

Comércio de barbatanas de tubarão ataca boicote em Hong Kong

 

Os líderes do comércio de barbatanas de tubarão, iguaria muito apreciada na Ásia, lançaram um feroz ataque contra a mais importante universidade de Hong Kong, após os responsáveis pelo estabelecimento de ensino terem proibido o prato do menu dos seus banquetes.

O vice-reitor da Universidade de Hong Kong, Tsui Lap-chee, proibiu a sopa de barbatana de tubarão no interior do recinto universitário, bem como em todas as funções relacionadas com a universidade, mesmo as realizadas fora das suas instalações.

A decisão surgiu após o aumento da pressão por parte dos conservacionistas que consideram que consideram a captura de tubarões apenas pelas suas barbatanas tem vindo a conduzir as populações destes peixes a níveis perigosamente baixos.

Numa carta aberta a Tsui, lida perante uma ruidosa assembleia de estudantes universitários, os mercadores de produtos marinhos e de barbatanas de tubarão condenaram a proibição como uma "táctica de difamação" destinada a espalhar mentiras acerca da industria.

"Todos vós contribuíram para esta campanha de difamação instigada pot "conservacionistas", que levou à perda do ganha-pão de muitos dos envolvidos neste comércio", lia-se na carta. "Vimos pedir-vos que tenham a atitude correcta e investiguem os factos, peçam desculpa a todos os afectados e rescindindo a proibição."

A carta foi assinada pela Associação de Produtos Marinhos e Barbatanas de Tubarão, pela Associação de Comerciantes de Barbatanas de Tubarão e pela Associação de Comerciantes de Produtos Marinhos Secos e de Mercearia de Hong Kong.

As barbatanas de tubarão são consideradas uma iguaria pelos chineses e são imensamente populares em Hong Kong e no sul da China mas os ambientalistas consideram que estas são obtidas de forma cruel pelos pescadores, que as cortam e atiram os corpos dos peixes vivos para o mar, para morrerem lentamente e em agonia.

A Disneyland de Hong Kong foi forçada a retirar a sopa de barbatana de tubarão dos menus em Junho passado, após protestos generalizados.

A carta referia ainda que os conservacionistas tinham espalhado mentiras sobre a industria, alegando que os pescadores de tubarões não cortam as barbatanas da forma descrita e afirmando que os tubarões não fazem parte do grupos de espécies ameaçadas de extinção.

"Por favor não acreditem em tudo o que vos dizem os alegados conservacionistas", lia-se na carta, "muitos deles obtiveram dinheiro do ocidente com o objectivo de impedir o consumo de barbatanas de tubarão e estão decididos a ignorar os factos para o conseguir." 

 

 

Saber mais:

Pólen regista os buracos no ozono

Ozono árctico pode atingir níveis mínimos

Tubarões das Galápagos sob ameaça

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

@ simbiotica.org, 2005


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com