2005-11-29

Subject: Machos podem conduzir ao declínio das espécies

 

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Machos podem conduzir ao declínio das espécies

 

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Ter demasiados machos numa dada zona podem ser más notícias para as lagartixas. 

Os cientistas descobriram que um excesso de machos pode conduzir à redução de uma população pequena de algumas dúzias de lagartixas pois as fêmeas estão sujeitas a um maior número de agressões por parte dos machos que tentam acasalar, o que reduz a sua taxa de sobrevivência e fertilidade.

Se estas descobertas forem generalizáveis, a remoção do excesso de machos pode ser uma valiosa táctica para salvar populações pequenas e isoladas de espécies ameaçadas, dizem os cientistas.

A agressão masculina durante o sexo ocorre em muitas espécies. A cobra de flancos vermelhos Thamnophis sirtalis parietalis, por exemplo, por vezes sufoca a sua parceira durante a cópula.

No entanto, este é o primeiro estudo que demonstra os efeitos deste comportamento no tamanho da população, comenta Xavier Lambin, ecologista comportamental da Universidade de Aberdeen, que não esteve envolvido na sua realização. "Este tipo de efeito já tinha sido posto em hipótese mas nunca tinha sido efectivamente demonstrado."

Os investigadores observaram a reprodução e a sobrevivência de dois grupos de lagartixas Lacerta vivipara mantidas em zonas fechadas por redes num prado, de forma a que os répteis não fossem capturados por aves.

Num os grupos, 78% dos adultos eram fêmeas, enquanto, no segundo grupo, a mesma proporção era de machos. Após um ano, a população com excesso de fêmeas tinha crescido de 73 para 118 animais. 

Pelo contrário, a população com excesso de machos tinha-se reduzido para apenas 35 e tinha ainda mais machos do que inicialmente. As fêmeas do grupo dominado pelos machos morriam quatro vezes mais frequentemente e tinham apenas 3 ou 4 crias em vez das habituais 5 por ano.

 

Os investigadores especulam que as fêmeas morriam de stress, causado pelas contínuas tentativas de copulação dos machos. As fêmeas alojadas com mais machos estavam sujeitas a maior número de episódios de sexo violento, diz Jean-François Le Galliard, que liderou o estudo feito na Escola de Formação de Professores de Paris e na Universidade de Oslo, Noruega.

As lagartixas macho normalmente mordem as fêmeas durante a cópula, acrescenta ele, arrancando-lhes um pedaço de pele do dorso. As fêmeas sobreviventes no grupo dominado por machos tinham até o triplo de ferimentos no dorso que as suas primas do outro grupo.

Os investigadores calculam que pelo facto de o excesso de machos levar a uma mortalidade superior nas fêmeas, pode eventualmente conduzir a população à extinção. Isto pode significar que certas espécies raras cujo sex ratio já está desequilibrado podem ter maior dificuldade em recuperar se os machos mostrarem agressividade para com as fêmeas.

Le Galliard refere que os conservacionistas já estão a remover os machos numa tentativa de salvar algumas populações de animais ameaçados. Por exemplo, os machos da ameaçada foca-monge do Hawai Monachus schauinslandi têm uma libido muito forte e uma tendência para lutar e matar as fêmeas, reduzindo grandemente as possibilidades de sobrevivência da sua espécie. 

 

 

Saber mais:

Proceedings of the National Academy of Sciences

Poluição origina mais raparigas em São Paulo

 

 

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