2005-11-24

Subject: Maioria da malária afecta uns poucos azarados

 

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Maioria da malária afecta uns poucos azarados

 

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A maioria dos casos de malária atingem um número relativamente reduzido de indivíduos de uma dada população, de acordo com uma análise de dados de saúde da África sub-sahariana. Identificar esses indivíduos de alto risco pode conduzir a uma utilização mais racional dos recursos de saúde pública, consideram os autores do estudo.

Apenas 20% das pessoas de uma dada zona representam 80% de todas as infecções, revela o grupo de investigação liderado por David Smith do US National Institutes of Health de Bethesda, Maryland. O próximo problema é descobrir quem eles são.

Há alguns factores óbvios que tornam as pessoas mais susceptíveis, como viver em casas pobres e sem redes, perto de águas estagnadas onde os mosquitos se reproduzem, diz Smith. Mas outros factores, como químicos emitidos pela respiração, suor e roupa interior suja, também podem desempenhar um papel ainda não totalmente compreendido.

"As pessoas dizem frequentemente 'sou um desses que os mosquitos adoram'", acrescenta Smith. "Agora mostramos que vale a pena levar a sério este padrão de mordeduras e picadas."

A análise, que utiliza dados já existentes sobre a incidência de malária em mais de 90 populações de crianças africanas, mostra a extensão desta variação de pessoa para pessoa. Os resultados, publicados na última edição da revista Nature, podem vir a ajudar a direccionar os esforços para combater a malária, argumenta Smith. "Se conseguirmos identificar essas pessoas podemos estar de olho nelas."

A malária infecta actualmente perto de 300 milhões de pessoas por ano, a sua maioria na África sub-sahariana. Tem-se mostrado difícil ou mesmo impossível distribuir medicamentos, vacinas e redes mosquiteiras em quantidade suficiente para todas as populações em risco.

 

Smith argumenta que a identificação dos indivíduos mais vulneráveis deve ajudar a concentrar recursos onde são mais necessários, mas outros defendem que a melhor forma de o fazer é ter como alvo os indivíduos já infectados com malária, em vez de um misterioso subgrupo da população que se encontra em risco.

Os padrões detectados pelo grupo de Smith podem ser úteis em áreas urbanas, diz Charles Delacollette, coordenador do programa Roll Back Malaria da Organização Mundial de Saúde. Nessas zonas, os 20% em risco deverão ser identificados como os que vivem em casas pobres perto de locais de reprodução dos mosquitos, sugere ele.

Mas nas aldeias remotas, argumenta ele, o principal problema é pura e simplesmente arranjar mantimentos para as populações, o que fará determinar quais deles pertencem aos 20% em maior risco. "Os que estão em maior risco são os que não têm acesso aos serviços de saúde. É aí que está o maior problema."

Smith contrapõe que as protecções mais eficientes contra a malária são muito dispendiosas, logo identificar os que mais delas necessitam pode ser importante para reduzir o custo total para a saúde pública da malária. "Se identificarmos estas pessoas estaremos a proteger todos os outros também." 

 

 

Saber mais:

Organização Mundial de Saúde - Malária

Roll Back Malaria

Harvard University Center for International Development

 

 

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