2005-11-21

Subject: Aspartame associado ao aumento do risco de cancro em ratos

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the Wild

Este boletim é mantido por simbiotica.org, uma rede simbiótica de Biologia e Conservação da Natureza

mantenha-se informado das últimas novidades e troque ideias com todos os que fazem parte desta rede!

 

Em destaque:

Aspartame associado ao aumento do risco de cancro em ratos

 

  Questões ou comentários para: webmaster@simbiotica.org

Dê a rede simbiotica.org a conhecer a um amigo!!

Investigadores italianos estão a por em questão a segurança da utilização do aspartame, o adoçante baixo em calorias que pode ser encontrado em produtos como o NutraSweet, refrigerantes de dieta e milhares de outros.

Os ratos que foram alimentados com o adoçante podem desenvolver cancro, relatam os investigadores, mesmo com doses inferiores às recomendadas para pessoas. As descobertas contradizem a maioria dos outros estudos, que têm sugerido que o aspartame é seguro.

No entanto, os peritos salientam que este estudo foi conduzido de forma pouco ortodoxa, e os críticos estão a ter dificuldade em compreender de que forma o adoçante pode causar o cancro, pois o aspartame degrada-se em compostos que são normalmente encontrados no corpo e nos alimentos antes de entrar na circulação.

"É intrigante", diz James Popp, vice-presidente da Sociedade de Toxicologia de Reston, Virginia. "A comunidade científica vai ter que analisar estes dados e perguntar-se o que nos dizem estes dois tipos de estudo."

Tanto a US Food and Drug Administration (FDA) como a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar prometeram rever os resultados mas nenhuma das agências recomendou qualquer alteração à utilização do aspartame. "Já revimos grande quantidade de dados sólidos e sentimo-nos confortáveis com a situação", diz George Pauli, da FDA.

A aprovação da FDA para o aspartame, em 1981, para utilização na alimentação humana foi em parte baseada em vários estudos relacionados com o cancro. A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar reavaliou o aspartame em 2002 e não alterou a sua avaliação prévia.

Morando Soffritti e a sua equipa do Centro de Investigação do Cancro Cesare Maltoni em Bolonha, Itália, decidiram voltar a testar o aspartame, tal como várias outras substâncias vulgares consideradas inofensivas, desde a vitamina C à cola.

Para avaliar o adoçante, os investigadores forneceram-no na alimentação de um grupo teste de 1800 ratos, desde a idade de 8 semanas. Deixaram que os animais vivessem a plenitude da sua vida, até cerca de 3 anos de idade. Após a morte dos animais analisaram os seus tecidos em busca de sinais de cancro.

Alguns tipos de cancro tinham aumentado em ratos que tinham recebido doses relativamente baixas. Por exemplo, com doses entre 20 a 500 miligramas por quilograma de peso corporal, cerca de 20% das fêmeas desenvolveram linfomas e leucemia, comparado com os 9% das fêmeas que não não comeram aspartame. Os machos tinham que consumir muito mais que as fêmeas para aumentar o risco deste tipo de cancro do sangue. Tanto os animais controlo como os alimentados com aspartame viveram até à mesma idade.

 

Para as pessoas, a dose diária considerada segura não deve ultrapassar os 40 miligramas por quilograma de peso corporal, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Uma pessoa teria que ingerir mais de 28 latas de refrigerantes de dieta por dia para a exceder.

Esta investigação foi feita de forma não tradicional, diz John Bucher, director-adjunto do Programa de Toxicologia Ambiental do US National Institute of Environmental Health Sciences, pois geralmente os ratos são mortos com dois anos de idade neste tipo de estudo.

Os dois tipos de abordagem têm as suas vantagens, diz ele. Deixar os animais viver mais tempo permite aos investigadores ter uma maior panorâmica de se o cancro se vai desenvolver, pois o risco de cancro aumenta com a idade. Mas a análise estatística é "problemática" pois é difícil comparar animais que morreram com idades diferentes. Ainda assim, o estudo tem muitos pontos fortes, diz Bucher, incluindo o grande número de animais testados.

Outros investigadores consideram que a forma como o aspartame causa o cancro não é clara. No corpo, o aspartame degrada-se em dois tipos de aminoácidos, componentes vulgares de proteínas dos alimentos, e em metanol. O metanol, apesar de puder ser tóxico, não é geralmente considerado cancerígeno e está presente em produtos vulgares como os sumos.

Michele Medinsky, uma consultora privada de toxicologia em Durham, Carolina do Norte, considera que alguns dos estudos prévios sobre o poder cancerígeno de substâncias têm sido inconsistentes com outras investigações. 

Entretanto, mais de 8000 toneladas de aspartame, que se encontra em cerca de 6000 produtos, são consumidos todos os anos, só nos Estados Unidos. 

 

 

Saber mais:

American Cancer Society- Aspartame

Food.gov

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

@ simbiotica.org, 2005


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com