2005-11-20

Subject: SIDA pode ajudar a propagar a gripe das aves

 

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SIDA pode ajudar a propagar a gripe das aves

 

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A gripe das aves pode sofrer uma mutação quase imediata e tornar-se uma forma pandémica se infectar pessoas com SIDA, alerta um perito em gripe. 

Robert Webster diz que é possível que pessoas com SIDA, com sistemas imunitários enfraquecidos, possam dar abrigo à mortal estirpe H5N1 da gripe das aves, o que daria, potencialmente, a oportunidade para o vírus se tornar mais adaptado, logo mais perigoso, para o Homem.

Webster falava perante uma conferência organizada pelo Conselho para as Relações Internacionais, a decorrer em Nova Iorque.

Presentemente, a estirpe H5N1 não consegue passar facilmente de pessoa para pessoa. Apesar de já ter infectado cerca de 125 pessoas no sudeste asiático, a grande maioria estava em contacto próximo com aves infectadas, a partir das quais foram contaminadas.

Os peritos temem que a infecção generalizada das aves nesta região, em conjunto com a grande proximidade entre aves e pessoas, possa levar a uma evolução do vírus, tornando-o uma ameaça bem mais grave.

Mas Webster, do St Jude Children's Research Hospital de Memphis, considera que a chave do problema pode ser o momento em que a estirpe H5N1 alcance o leste da África, onde a SIDA e o HIV já têm níveis preocupantes.

Segundo ele, experiências com doentes cancerosos com sistemas imunitários comprometidos no hospital onde trabalha mostraram que estes não foram capazes de eliminar os vírus da gripe vulgar dos seus organismos, continuando a replicar o vírus durante semanas.

O mesmo pode ser esperado de doentes com SIDA que entrem em contacto com a estirpe H5N, refere ele. "Estamos todos muito preocupados com esta perspectiva."

A replicação durante um longo período de tempo no interior do corpo humano pode muito bem tornar-se o ambiente ideal para as formas mais infecciosas do vírus se desenvolverem.

O H5N1 ainda não atingiu o leste africano mas este é o destino de muitas das aves actualmente em migração a partir de zonas infectadas. Os funcionários da Organização para os Alimentos e Agricultura das Nações Unidas (FAO) esperam a sua chegada para muito breve.

 

A FAO acredita que, devido às condições sociais africanas e práticas agrícolas serem muito semelhantes às do sudeste asiático, o vírus pode apoderar-se das aves de capoeira da mesma forma que fez no Vietname, Tailândia, Indonésia e China.

A perita em saúde pública Laurie Garrett acrescenta que com a malária, a tuberculose e o HIV já vastamente disseminados em África, pode vir a ser muito complicado identificar os sintomas característicos da gripe das aves nas novas vítimas, febres altas e náuseas.

A situação torna-se ainda mais complicada com os precários sistemas de saúde existentes no continente. 

O efeito directo do H5N1 nas pessoas com SIDA é difícil de prever. O vírus H5N1 sobre-estimula o sistema imunitário e muitos dos seus efeitos mais poderosos são causados pelo que os médicos designam como uma "tempestade de citocinas", devido à libertação destas moléculas imunitárias em presença da doença. Foi a tempestade de citocinas que levou à morte tantas vítimas durante o surto pandémico de gripe de 1918. 

Os doentes de SIDA podem ser poupados a esse destino mas é igualmente possível que, com os seus sistemas imunitários fracos, sucumbam facilmente à doença. "Nessa situação", diz Laurie Garrett, "enormes grupos de pessoas HIV positivas podem ser obliteradas pela gripe pandémica."

 

 

Saber mais:

FAO

Organização Mundial de Saúde

 

 

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