2005-10-27

Subject: Seis graus de separação no oceano

 

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Seis graus de separação no oceano

 

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"Como o mundo é pequeno", dizemos quando conhecemos uma pessoa pela primeira vez apenas para vir a descobrir que ela conhece vários dos nossos amigos. Acontece muito mais vezes do que julgamos e parece que ainda mais no caso dos golfinhos escoceses que no das pessoas.

David Lusseau, da Universidade de Aberdeen, Reino Unido, passou anos a investigar o mundo social dos golfinhos, para descobrir quem conhecem quem e com que frequência se encontram.

Para a comunidade de cerca de 130 animais que vive ao largo da costa da Escócia, descobriu ele, bastam em média 3,9 etapas para ligar quaisquer dois golfinhos pelo cominho mais curto através de amigos comuns.

As redes "mundo pequeno", como os matemáticos as intitulam, têm a propriedade de ter cada nódulo, como uma pessoa ou um golfinho, ligado a todos os outros através de um número limitado de etapas. 

Esta situação é o resultado da forma como os nódulos são organizados: a maioria das pessoas, por exemplo, têm um núcleo de amigos próximos mas também conhecem algumas pessoas de outros núcleos semelhantes.  Por exemplo, isto significa que é surpreendentemente fácil ligar duas pessoas largamente separadas.

Os investigadores mostraram que, em média, bastam cerca de 6,5 etapas para ligar quaisquer dois indivíduos no mundo. Este facto ficou conhecido por ter inspirado a peça Six Degrees of Separation (Seis graus de separação) de John Guare, e o jogo "Seis graus de separação de Kevin Bacon", que desafia os jogadores a ligar um dado actor de cinema a Bacon através de um número limitado de aparições conjuntas em filmes.

Os mundos pequenos têm sido encontrados em grupos de praticamente quase tudo, desde actores (3,5 etapas entre as estrelas) a autores de artigos de física (6,2 etapas de co-autoria). Lusseau descobriu previamente que um mundo pequeno na Nova Zelândia com roazes-corvineiros Tursiops truncatus, com apenas 3,4 etapas aquáticas entre os animais, agora confirmado pelos golfinhos escoceses.

 

Lusseau pensa que a natureza mundo pequeno da sociedade dos golfinhos pode resultar de a evolução favorecer uma troca de informação mais eficiente. "Maximiza a oportunidade de algo ser passado de um indivíduo para outro, minimizando o custo de criar as ligações necessárias", diz ele. 

Este tipo de rede social pode ser boa para espalhar notícias acerca de uma fonte de alimento, por exemplo, mas Lusseau admite que não podemos saber de certeza até que o nosso conhecimento da comunicação entre golfinhos melhore. "Temos pistas de que esta estrutura social é explicada pela transferência de informação mas não há provas."

O que temos que fazer, diz ele, temos que melhorar a tecnologia para sermos capazes de reconhecer qual o golfinho que estava a produzir os sons, para podermos seguir a fofoca de um grupo para outro.

Para além disso, Lusseau planeia seguir a vida social de outros animais. "Babuínos têm sociedades fluidas e talvez pudéssemos esperar que tenham mundos pequenos", diz ele. 

 

 

Saber mais:

Small worlds

Six degrees of Kevin Bacon

Lusseau's homepage

 

 

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