2005-10-23

Subject: Carta aberta aos apoiantes da ANIMAL: como o dinheiro pode comprar a felicidade de tantos animais

 

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Em destaque:

Carta aberta aos apoiantes da ANIMAL: como o dinheiro pode comprar a felicidade de tantos animais

 

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Cara/o Amiga/o,

Antes de mais, muito obrigado por toda a atenção que sempre dedica às mensagens da ANIMAL. E é exactamente porque esta mensagem, apesar de longa, é muito importante, que lhe pedimos que a leia com atenção e até ao fim. 

Diariamente, a ANIMAL recebe inúmeros apelos para que todo o tipo de animais, abusados, abandonados ou explorados, sejam ajudados. Na maior parte dos casos a ANIMAL não tem resposta prática para estes problemas: por exemplo, se o apelo em causa se reporta a um caso de abandono de algum animal, falta à ANIMAL um santuário para animais porque lhe faltam os meios para o poder criar. 

Tal como falta um hospital veterinário ou, pelo menos, os meios para poder custear as despesas desses cuidados médicos numa clínica veterinária particular. Faltam à ANIMAL os meios financeiros para contratar advogados que possam corresponder aos muitos pedidos de apoio judiciário que nos chegam a partir de esforços particulares de protecção de animais em perigo. 

Se é juridicamente possível apreender um animal que esteja a ser vítima de violência num circo ou que esteja numa jaula miserável num parque zoológico, falta à ANIMAL um santuário onde colocar esse animal ou o dinheiro para pagar a operação de apreensão e transporte para um santuário em África, Europa ou América do Sul. 

Se é preciso interromper um combate de cães ou de galos, falta à ANIMAL, mais uma vez, o santuário onde colocar esses animais, como faltam as condições para ter uma divisão anti-crueldade para, com as polícias, se encarregar operacionalmente de combater os combates de animais. 
Porém, nem tudo são limitações e impossibilidades. Disponível e operacional 24 horas por dia, 365 dias por ano, a ANIMAL procura dar a melhor resposta possível, dentro dos meios que tem disponíveis, a todo este tipo de situações. 

Além das campanhas de sensibilização, alerta e protesto que a ANIMAL organiza, além das escolas que visita e das universidades onde organiza e participa em palestras e debates, levando a mensagem a favor dos direitos dos animais a crianças e jovens, além dos panfletos informativos e brochuras de campanha que distribui nas ruas, além das manifestações de protesto que promove contra diferentes formas crueldade contra animais, além do contacto que mantém e que desenvolve com autoridades e com responsáveis governamentais, parlamentares e municipais para tentar fazer com que a protecção dos animais avance em termos práticos e legislativos, além da comunicação que mantém com as pessoas que também se preocupam com os animais, além do constante esforço para captar a atenção dos órgãos de comunicação social e da sociedade portuguesa para os problemas que afectam negativamente os animais e para as alternativas e soluções que podem e devem ser procuradas e implementadas para pôr fim aos últimos, além de tudo isto, a ANIMAL desenvolve também um outro tipo de trabalho, menos visível, menos comunicado. 

Embora com meios muitíssimo limitados, a ANIMAL faz salvamentos de animais em risco, encaminha animais para tratamento médico e responsabiliza-se pela recuperação destes, recebe queixas e denúncias e procura investigá-las e dar-lhes andamento, dá informação às pessoas sobre como podem elas próprias combater, prevenir e denunciar a crueldade contra animais, e sobre a legislação que devem conhecer e que podem usar para o poderem fazer, despoleta a apreensão de animais e envia-os para santuários e outros espaços seguros, bloqueia circuitos cruéis e ilegais de exploração e crueldade contra animais, entre um número de outras iniciativas que desenvolve e que, de menor destaque público, não são comunicadas, embora sejam desenvolvidas. 

O Rambo, a Magda e a Greta são uma família de babuínos que vivia enclausurada numa jaula de um zoo na Madeira. Com a colaboração entre a ANIMAL, a Secretaria Regional do Ambiente da Madeira e a Born Free Foundation, esta família de babuínos encontra-se hoje num santuário de primatas na Zâmbia, onde pode conhecer a liberdade e a felicidade que um zoo nunca lhes poderia dar. 

 

O Jeremias é um porco que era usado num divertimento de uma zona rural, para que crianças pudessem montá-lo e assim divertirem-se. O Jeremias era um animal explorado e tão infeliz, quanto o são tantos póneis condenados em carrosséis de feiras do país. Com a intervenção da ANIMAL, o Jeremias está hoje em segurança e liberdade numa quinta, onde foi recebido com muito cuidado e onde é e será sempre visto como um amigo e um protegido, e não como fiambre ou um conjunto de bifes, menos ainda como um divertimento. 

A ANIMAL sabe como concretizar todos estes projectos e todas estas iniciativas e tem a consciência exacta de quão importantes são os animais e os seus direitos e de quão justo é que estes sejam respeitados e protegidos. Além disso, a ANIMAL tem a preparação e o conhecimento, tem a vocação e tem a vontade e a determinação para cumprir esta tarefa. Mas faltam-lhe os meios. 

Se tivermos em consideração que a ANIMAL tem 8.000 pessoas que acompanham activamente as actividades e iniciativas da ANIMAL, recebendo as comunicações da organização e participando nas campanhas lançadas seus apelos, e se supusermos que cada uma destas pessoas doa 1 Euro por semana à ANIMAL (ou seja, 4 Euros por mês) para a ajudar a desenvolver o seu trabalho em defesa dos animais, chegamos à conclusão que a ANIMAL poderia, através deste pequeno mas importante donativo, ter pelo menos 8.000 Euros por semana para desenvolver o seu trabalho, ou seja, 32.000 Euros por mês. 

Com este nível de recursos, a ANIMAL poderia ajudar muitos mais animais do que presentemente ajuda. Na verdade, com estas condições, a ANIMAL poderia trabalhar com os meios suficientes para mudar radicalmente o quadro demasiadamente negro que é a vida de tantos e tantos animais em Portugal. 

Diz-se que o dinheiro não compra a felicidade, mas, no caso dos animais, porque são sempre alvo de relações de poder e de propriedade, o dinheiro pode comprar a felicidade de muitos, mas mesmo muitos animais. 

O dinheiro pode comprar a possibilidade de muitos animais poderem ser resgatados e poderem viver tranquilos, seguros e felizes. Pode comprar a protecção e o apoio directo a animais individuais, pode comprar iniciativas para pôr fim ao sofrimento de um conjunto grande de animais afectados por um problema específico e pode comprar campanhas para sensibilizar as pessoas para a importância de respeitar e proteger os animais. 

Por isso, por favor considere a hipótese de fazer um donativo regular de 1 Euro por semana à ANIMAL (através do NIB 003600939910003447469 – Montepio Geral, ou da forma que preferir). Com a sua contribuição, a ANIMAL pode fazer avançar decisivamente os direitos dos animais em Portugal. 

Em nome da ANIMAL e da sua equipa, reconhecido pela sua generosa preocupação com os animais e grato pela sua importante e muito apreciada atenção e participação nas iniciativas da ANIMAL, despeço-me com as mais cordiais saudações, na sincera esperança de que possa corresponder a este apelo.

P´la ANIMAL, pelos Animais,

Miguel Moutinho, Presidente da Direcção da ANIMAL

 

 

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ANIMAL

 

 

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