2005-10-20

Subject: Ratazana fugitiva estabelece recorde

 

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Ratazana fugitiva estabelece recorde

 

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As capacidades de natação de uma ratazana que atravessou mar aberto para descobrir novos territórios deixaram os cientistas da Nova Zelândia de boca aberta.

O audacioso roedor já tinha recebido uma coleira-rádio e os seus movimentos estavam a ser seguidos por investigadores, como forma de tentar compreender melhor esta espécie que se tornou uma verdadeira peste e sobre a forma como conseguem invadir as pequenas ilhas da zona.

A ratazana foi libertada na ilha inabitada de Motuhoropapa mas posteriormente "recusou" ser recapturada no final do projecto.

A equipa de cientistas da Nova Zelândia relata na última edição da revista Nature que o animal acabou por ser encontrado na ilha vizinha de Otata, a uns impressionantes 400 metros de distância. 

James Russell, da Universidade de Auckland, e os seus colegas, pensa que esta é a maior distância alguma vez registada que uma ratazana tenha nadado em mar aberto.

"As ratazanas castanhas podem, supostamente, nadar até distâncias de 600 metros, mas, tanto quanto sabemos, esta foi a primeira vez que uma ratazana nadou centenas de metros através de mar aberto", escrevem eles.

No conjunto, a ratazana esteve livre durante 18 semanas, sendo eventualmente morta numa armadilha armada com isco de carne de pinguim. 

As espécies invasoras apenas são ultrapassadas pela perda de habitat como a principal causa de extinção actualmente. Os roedores, em particular, têm criado um verdadeiro pandemónio em muitas pequenas ilhas de todo o mundo.

Eles alimentam-se das aves nativas, caçando as suas crias, destruindo os seus ninhos e devorando os seus ovos. Também competem fortemente com as espécies nativas por recursos básicos, como sementes, insectos e plantas.

 

A sua erradicação, uma vez estabelecidas nas ilhas, tem-se revelado extremamente difícil, como o comprovou esta ratazana em particular, que escapou a um arsenal muito variado de armadilhas, iscos e mesmo cães farejadores. 

A equipa considera que as pestes de roedores são ainda mais difíceis de eliminar quando surgem em números reduzidos, talvez devido à falta de competição por alimento entre eles.

Manter as espécies invasoras afastadas tem sido uma batalha constante para as autoridades da Nova Zelândia. As ilhas desabitadas e cobertas de floresta do arquipélago de Noises (onde se incluem as ilhas Motuhoropapa e Otata), ao largo da costa nordeste da Nova Zelândia, já foram invadidas e reinvadidas pelas ratazanas castanhas pelo menos seis vezes, entre 1981 e 2002.

 

 

Saber mais:

Nature

Invasion ecology of rats on New Zealand Islands

University of Auckland Rodent Invasion Research Group

Ratos unem-se para atacar aves ameaçadas

Guerra aberta contra as super-ratazanas

 

 

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