2005-10-14

Subject: Marijuana pode fazer o cérebro crescer

 

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Marijuana pode fazer o cérebro crescer

 

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A maioria das drogas viciantes inibem o crescimento de novas células cerebrais mas injecções de uma substância química semelhante à presente na Cannabis parece ter o efeito oposto em ratos, revela um estudo agora conhecido.

Os peritos dizem que os resultados, se confirmados por outros trabalhos, podem ter implicações muito vastas na investigação das dependências e na aplicação da droga marijuana na medicina.

Desde há vários anos a esta parte que os investigadores se têm interessado pela forma como as drogas afectam uma zona particular do cérebro, o hipocampo. Esta região é invulgar pelo facto de ser capaz de produzir novos neurónios ao longo de toda a vida do indivíduos. Os investigadores propuseram a hipótese de que estas novas células ajudam a melhorar a memória e combatem a depressão e alterações de temperamento.

Muitas drogas, como a heroína, cocaína e o álcool, inibem o crescimento de novas células no hipocampo, o que, acreditam os cientistas, pode destabilizar os viciados do ponto de vista emocional. A compreensão do modo como o hipocampo é afectado pelas drogas pode ter um papel crucial no tratamento da dependência.

O neurofisiologista Xia Zhang e uma equipa de investigadores com base na Universidade de Saskatchewan em Saskatoon, Canadá, tinha como objectivo descobrir de que modo as drogas do tipo marijuana, conhecidas colectivamente por canabinóides, actuam no cérebro.

Os investigadores injectaram ratos com HU210, uma droga sintética cerca de 100 vezes mais potente que o THC, o composto naturalmente encontrado na marijuana. De seguida, usaram um composto químico para marcar as novas células em crescimento no hipocampo.

Descobriram que o HU210 parecia induzir o crescimento de novas células cerebrais, tal como o fazem algumas drogas anti-depressivas, relatam eles na revista Journal of Clinical Investigation. Isto sugere que este composto pode ser, potencialmente, usado para reduzir a ansiedade e a depressão, diz Zhang. Ele acrescenta que esta investigação pode ajudar a criar novos tratamentos à base de canabinóides.

 

"Penso que é um estudo entusiasmante", comenta Amelia Eisch, investigadora de dependências na Universidade do Texas, Southwestern Medical Center, em Dallas. "Dá a ideia de que a marijuana é mais um anti-depressivo e não uma droga."

Eisch acrescenta que é necessário muito mais investigação antes de os cientistas poderem tirar conclusões definitivas acerca dos benefícios da marijuana. 

Antes de mais, os investigadores precisam de estabelecer que o THC tem os mesmos efeitos positivos que o sintético HU210. Depois têm que desenvolver experiências mais sofisticadas para confirmar a relação entre o crescimento dos neurónios no hipocampo e o equilíbrio emocional.

Finalmente, diz ela, os cientistas têm que compreender o motivo porque os canabinóides têm um efeito diferente no cérebro, quando comparados com as restantes drogas viciantes.

Apesar das suas descobertas apontarem para os potenciais benefícios de fumar "erva", Zhang salienta que não recomenda a sua utilização. "A marijuana tem sido usada na medicina e como diversão há milhares de anos, mas pode conduzir na mesma a uma dependência."

O próximo estudo da sua equipa será examinar este lado menos atraente da droga. Outros investigadores de dependências estão muito interessados nos resultados, pois estes canabinóides actuam de forma tão diferente sobre o hipocampo.

 

 

Saber mais:

NIH- marijuana facts

Saskatchewan research group

 

 

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