2005-10-11

Subject: Descritos mais Hobbits de Flores

 

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Descritos mais Hobbits de Flores

 

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LB6 remains - scalebar = 1cm (Morwood/Brown/Nature)
Ao contrário do Homem moderno, o Homo floresiensis não apresenta um queixo nitidamente definido   

Os cientistas descobriram mais vestígios do estranho e minúsculo povo que terá em tempos vivido na ilha de Flores, na Indonésia.

O anúncio, no ano passado, da descoberta de um único esqueleto parcial causou sensação quando se alegou que seria de uma nova espécie do género Homo, até aí desconhecida para a ciência.

O Homo floresiensis, como foi baptizada, tinha pouco mais de um metro de altura e viveu há 18000 anos.

Agora, a mesma equipa responsável pela primeira descoberta disse à revista Nature que encontrou encontrou ossos de pelo menos nove destes indivíduos familiarmente conhecidos como "Hobbits".

As novas descobertas incluem partes em falta do primeiro esqueleto, designado LB1 segundo o local de escavação na gruta Liang Bua, e uma colecção de outros ossos, como fragmentos de mandíbula e crânios, uma vértebra, ossos do braço e da perna e dedos das mãos e dos pés.

A equipa, liderada por Michael Morwood da Universidade de New England, Armidale, Austrália, considera que os novos espécimes ajudaram a construir uma imagem mais completa do LB1, com novas evidências das capacidades dos pequenos humanos para a caça e fogo.

Os investigadores estão agora mais convencidos que nunca que o Homo floresiensis representa uma espécie distinta e não apenas um exempla doente de Homem moderno Homo sapiens, como alguns cépticos têm sugerido.

"As descobertas demonstram ainda mais que o LB1 não é apenas um indivíduo aberrante ou patológico mas um representante de uma população de longa duração", escrevem eles na revista Nature.

 

Um argumento crucial na sua apresentação é o período de tempo que a nova colecção de ossos representa, possivelmente 80000 anos, tornando muito pouco provável a explicação da pequena estatura dos Hobbits apenas com uma doença genética.

A equipa defende que o Homo floresiensis, com o seu cérebro de 380 cm3, é o resultado de um fenómeno conhecido por nanismo endémico ou das ilhas. Este mecanismo considera que espécies isoladas, libertas de pressões de predação mas com recursos limitados, evoluem para formas menores (ou maiores) do que lhes seria normal.

Chris TurneyNo caso do H. floresiensis, consideram que a criatura pode ter tido origem em Homo erectus, uma das primeiras e há muito extintas espécies de humanos a povoar a ilha de Flores há cerca de 800000 anos.

Daniel Lieberman, da Universidade de Harvard, Massachusetts, considera que novas descobertas na ilha podem ajudar a decidir a controvérsia.

"Se a hipótese do nanismo das ilhas é correcta, então os primeiros habitantes da ilha devem ter sido maiores que os fósseis de Liang Bua. Se o nanismo ocorreu gradualmente deve ser possível encontrar fósseis de tamanho e forma intermédios entre o H. floresiensis e o seu ancestral", escreve ele num comentário publicado na revista Nature. "Também são necessárias mais evidências relativas ao tempo de chegada do Homo sapiens a Flores."

 

 

Saber mais:

Nature

Homo floresiensis - Talk Origins

Novas alegações de que Hobbit era doente

"Hobbit" não era um Homem com danos cerebrais

"Hobbit" junta-se à família humana

 

 

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