2003-12-09

Subject: Dinossauros não terão perecido numa bola de fogo

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Dinossauros não terão perecido numa bola de fogo

 

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É pouco provável que os dinossauros tenham perecido numa tempestade de fogo à escala global, despoletada pelo impacto de um asteróide, há cerca de 65 M.a., revelam os cientistas.

Uma teoria popular sugere que o impacto, centrado na zona de Chicxulub no México, teria gerado energia suficiente para criar um verdadeiro inferno de chamas na Terra. Agora, um novo estudo mostra que as rochas que se formaram por essa altura contêm pouco carvão, um dos possíveis vestígios desses fogos. 

A teoria vigente considerava ainda que, além da devastação causada directamente pelos fogos, as poeiras lançadas para a atmosfera teria bloqueado a luz solar, causando um arrefecimento global e impedindo a fotossíntese, logo as plantas não consumidas pelo fogo teriam morrido na mesma. 

Agora, Claire Belcher apresentou a sua investigação, contestando esta teoria do desaparecimento dos dinossauros. Ela estudou 6 locais no interior da América do Norte, todos datando do final do Cretácico, quando ocorreu o impacto. 

Este tempo entre o final do Cretácico e o início do Terciário (linha C-T) marca a extinção dos dinossauros e considera-se associado ao impacto de um grande corpo astral, devido à quantidade de irídio (elemento comum nos meteoritos mas não na Terra) encontrado nas rochas sedimentares da época. 

A sua equipa procurou vestígios de carvão nessas mesmas rochas, que apenas poderia ter sido produzido pela queima de biomassa, mas muito pouca quantidade foi encontrada.

Este facto é significativo pois a linha C-T é definida pela teoria geralmente aceite em função da energia termal libertada, comenta Belcher. É comum considerar que as temperaturas ao nível do solo atingiram os 1000ºC. No entanto, continua, 40% das espécies sobreviveram ao impacto. Como poderia um pequeno mamífero sobreviver a temperaturas tão elevadas?

Os investigadores concluíram que a América do Norte, perto do local do impacto, nunca poderia ter sido envolvida por um mar de chamas, como tinha sido sugerido. Belcher e os seus colegas reconhecem a presença de poeiras nas rochas da linha C-T, mas argumentam que podem ter existido outras causas para a sua presença, que não fogos gigantescos. Por exemplo, a pulverização e vaporização das rochas na zona do impacto. 

No entanto, por excitante que este estudo seja, não pode ser totalmente eliminada a hipótese da ocorrência de grandes fogos na linha C-T, referem outros cientistas. O problema com a teoria dos fogos é ser apenas baseada em modelos de computador e argumentos hipotéticos. 

 

Outras Notícias:

Fóssil completa história evolutiva dos mamíferos em África

 

Pouco se sabe sobre o que aconteceu aos mamíferos africanos no período entre 24 e 32 M.a. atrás, quando a África e a Arábia ainda se encontravam unidas numa única massa continental. Agora, os vestígios fósseis dos ancestrais dos modernos elefantes e de outros animais encontrados pela equipa de investigadores americanos e etíopes, datados de há cerca de 27 M.a., podem fornecer algumas pistas. 

Provámos que algumas destas formas primitivas permaneceram vivas ao longo desse período de que não havia registo, enquanto outras formas evoluíram, nomeadamente os ancestrais dos elefantes, diz o Dr. John Kappelman, que comandou a equipa de investigadores. 

A descoberta inclui diversos tipos de proboscídeos, parentes distantes dos elefantes modernos, e fósseis de Arsinoithero, uma criatura semelhante a um rinoceronte, com dois enormes cornos ósseos no focinho e com cerca de 2 metros de altura nas espáduas.

Os cientistas pensavam que o Arsinoithero tinha desaparecido muito antes, mas esta descoberta mostra que sobreviveu a este período desconhecido. Os fósseis encontrados na Etiópia são os maiores e, com 27 M.a., os mais antigos descobertos até agora. 

A maior parte dos achados fósseis etíopes são da zona do vale do Rift, mas Kappelman e colegas concentraram-se numa área diferente do noroeste do país. Utilizando imagens de satélite de alta resolução de áreas remotas nunca antes investigadas, a sua equipa encontrou os vestígios de rochas sedimentares cerca de 2500 metros acima do nível do mar. 

 

 

Saber mais:  

Claire Belcher

K-T Boundary

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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