2005-09-29

Subject: Vírus da SIDA pode estar a "enfraquecer"

 

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Vírus da SIDA pode estar a "enfraquecer"

 

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O vírus causador da SIDA pode estar a tornar-se menos poderoso, afirmam investigadores de uma equipa do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, que compararam amostras de HIV-1 dos períodos de 1986-89 e 2002-03.

Descobriram que as amostras mais recentes parecem não se multiplicar tão bem, para além de serem mais sensíveis às drogas, ainda que outros estudos argumentem que o vírus se está a tornar mais resistente.

Independentemente disso, os investigadores, que publicaram o seu trabalho na revista AIDS, salientam que o seu trabalho não deve ser interpretado como argumento a favor da redução dos esforços para impedir a propagação do HIV no mundo.

A equipa apenas foi capaz de comparar 12 amostras de cada período de tempo e não foram capazes de avaliar adequadamente os efeitos das terapias químicas sobre o vírus.

O investigador Eric Artz refere: "Este foi um estudo muito preliminar, mas é facto que encontrámos um enfraquecimento notável nos vírus posteriores a 2000, relativamente aos da década de 80. Obviamente este vírus ainda causa muitas mortes, apesar de poder estar a progredir mais lentamente. Talvez daqui a mais 50 ou 60 anos isso já não aconteça."

Keith Alcorn, editor-chefe da organização NAM de informação sobre a SIDA, recorda que se considerava que o HIV aumentaria de virulência à medida que passava de pessoa para a pessoa, mas este estudo parece apontar na direcção oposta.

"O que parece estar a acontecer é que com o passar do tempo e de hospedeiro, o HIV diminuiu alguns dos seus efeitos patogénicos mais graves, como resposta à acção do sistema imunitário do hospedeiro", diz ele. 

"Assim, de cada vez que o vírus é transmitido é um pouco menos 'apto', sugerindo que ao longo de várias gerações o HIV pode tornar-se menos perigoso para os seus hospedeiros humanos. Mas ainda estamos longe dessa situação e a SIDA continua a ser uma doença muito perigosa."

 

Marco Vitoria, um perito em HIV na Organização Mundial de Saúde, explica que já outras doenças como a varíola, a tuberculose ou a sífilis, mostraram essa mesma tendência de enfraquecimento ao longo do tempo.

"Há uma tendência natural para alcançar um equilíbrio entre os interesses do agente infeccioso e os do hospedeiro, de forma a garantir a sobrevivência de ambos durante o máximo de tempo", diz ele.

No entanto, Vitoria salienta que as últimas descobertas não devem levar as pessoas a sentir uma falsa segurança. "Este tipo de alteração não pode ser medida de forma adequada em anos mas sim em gerações", diz ele.

Ele também questiona se será possível tirar conclusões tão definitivas de um estudo com uma amostragem tão reduzida. 

Will Nutland, do Terrence Higgins Trust, comenta: "Este último estudo acrescenta novos dados ao debate deste assunto tão confuso e controverso. Alguns estudos sugerem que as estirpes mais recentes de HIV são mais sensíveis aos medicamentos, enquanto outros alegam que o vírus se está a tornar mais resistente. O estudo dá que pensar mas o HIV não mostra sinais de estar a 'morrer' num futuro próximo."

 

 

Saber mais:

Prince Leopold Institute of Tropical Medicine

Aids (Journal of the International Aids Society)

Aidsmap

Organização Mundial de Saúde

 

 

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