2005-09-25

Subject: Revelados os segredos do maior peixe do mundo

 

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Revelados os segredos do maior peixe do mundo

 

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Marcações electrónicas de alta tecnologia colocadas nos tubarões-baleia, os maiores peixes do mundo, revelaram finalmente como e onde estes animais obtêm o seu alimento.

Investigadores a trabalhar em Belize seguiram os tubarões em mergulhos de perto de um quilómetro de profundidade em busca de grandes concentrações de peixes na desova, para devorarem os seus ovos. 

O tubarão-baleia atingem os 20 metros de comprimento e está classificado como em risco de extinção pela IUCN. Os investigadores acreditam que as suas descobertas irão ajudar a planear o turismo em volta dos tubarões-baleia de forma a que não sejam prejudicados por estas movimentações.

Esta visão nova e sem precedentes do mundo dos tubarões-baleia veio dos recifes de coral de Belize, o segundo maior recife do mundo e classificado pelas Nações Unidas como Património da Humanidade.

"O nosso estudo mostrou que os tubarões mergulham muito mais profundamente do que antes se pensava, alcançando profundidades superiores a 1000 metros em busca de alimento", diz Rachel Graham, da organização americana Wildlife Conservation Society (WCS). "A esta profundidade, a água está poucos graus acima do ponto de congelamento, explicando porque os tubarões-baleia tropicais apresentam uma camada isolante de gordura, algo que tinha deixado os cientistas perplexos desde há muitos anos."

Durante a noite, os tubarões-baleia permanecem geralmente em águas rasas, alimentando-se de plâncton, e reservando o calor do dia para os mergulhos profundos. Estes mergulhos em profundidade terminam frequentemente com uma ascensão a alta velocidade, talvez para receberem uma forte injecção de oxigénio após um período em água mais profunda e menos oxigenada.

 

Durante o período da Lua cheia, pequenos peixes aproximam-se da costa para acasalar, formando enormes massas de corpos prateados numa 'sopa' de ovos recentemente fecundados. Para os tubarões-baleia é um verdadeiro festim, simplesmente nadam através desta sopa de ovos, enchendo a enorme boca de caviar.

Este hábito de se aproximar da superfície durante a desova dos peixes permitiu aos cientistas colocar as etiquetas electrónicas nos tubarões. As etiquetas registam regularmente a temperatura, pressão da água e o nível de luz. Após um período pré-definido separam-se automaticamente do animal, flutuam até à superfície e enviam os seus dados por e-mail via satélite.

Foto: Rachel T GrahamO tubarão-baleia Rhincodon typus é encontrado em águas de todos os oceanos do mundo, tanto em águas abertas como perto da costa. Apesar do seu gigantismo, alimenta-se apenas de plâncton e não é uma ameaça para o Homem. Os seus movimentos lentos tornam-no fácil de capturar com redes ou arpões.

A IUCN, World Conservation Union, lista o tubarão-baleia como vulnerável na sua Lista Vermelha de espécies ameaçadas. Devido à grande procura de barbatanas, o comércio de partes deste animal está agora regulado pela Convenção Internacional sobre Comércio de Espécies Ameaçadas (CITES).

No entanto, uma industria diferente está em crescimento em muitas zonas do mundo, incluindo Belize, que utiliza os tubarões-baleia como atracção turística. 

"O conhecimento do comportamento de mergulho do tubarão-baleia pode-nos ajudar a criar políticas de conservação que minimizem o impacto destas actividades", diz Graham. "Sabemos que as desovas, acumulações de alimento previsíveis, são suficientemente importantes para o tubarão para alterar o seu comportamento normal de forma a tirar delas partido. Assim, proteger estes habitats críticos é fundamental para a sobrevivência destes animais."

 

 

Saber mais:

Wildlife Conservation Society

IUCN Red List

World Heritage List - Belize Barrier Reef

 

 

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