2005-09-24

Subject: Transgene produz odor que atrai guarda-costas

 

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Transgene produz odor que atrai guarda-costas

 

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Uma planta foi geneticamente modificada para produzir um odor que atrai insectos protectores. A ideia pode ajudar os agricultores e produtores vegetais a obter uma quantidade elevada destes químicos odoríferos, reduzindo a necessidade de pesticidas.

Muitas plantas emitem odores como uma espécie de sinal SOS que atrai ácaros predadores, quando estão a ser atacadas por parasitas. Agora, cientistas holandeses e israelitas transferiram para a erva Arabidopsis thaliana um gene de morangueiro que lhe permite produzir químicos odoríficos conhecidos por terpenóides.

Os terpenóides ajudaram a erva a atrair o ácaro carnívoro Phytoseiulus persimilis, que devora parasitas vegetais e, portanto, vai actuar como um guarda-costas da planta. As plantas transgénicas atraíram até o dobro dos ácaros predadores, quando comparadas com os espécimes normais.

Os investigadores dizem que estão perto de conseguir identificar o gene que tem o mesmo efeito em pepinos. Isto permitirá a utilização das técnicas tradicionais de reprodução para seleccionar variedades desta planta capazes de produzir naturalmente estes odores fortes.

Os ácaros-aranha são um problema comum, diz Marcel Dicke do Wageningen University and Research Centre na Holanda, um dos autores do estudo publicado esta semana na revista Science. Estes ácaros parasitas afectam mais de 300 espécies de plantas, incluindo pepino, algodão, morangueiros, feijoeiros, macieiras e roseiras. Sugam o conteúdo das células vegetais e chegam a matar a planta.

A equipa de investigação, liderada por Iris Kappers e Asaph Aharoni da Plant Research International, uma companhia de investigação sediada no Wageningen University and Research Centre na Holanda, escolheu a erva Arabidopsis thaliana para o seu trabalho porque normalmente não produz os odores SOS que atraem os defensores. Este facto permitiu-lhes testar a função do gene retirado dos morangueiros e que se pensava codificar uma enzima envolvida na produção das moléculas odoríferas.

 

Para criar plantas produtoras de uma quantidade suficiente de terpenóides atractivos, a equipa usou um truque: fundiram a sequência do gene que codifica a enzima com mitocôndrias, que contêm um precursor dos terpenóides designado farnesil-difosfato (FPP).

A identificação do gene equivalente nos pepinos não é tão fácil como parece pois o pepino tem mais de genes muito parecidos, explica Dicke. Mas uma vez o gene correcto esteja identificado, os investigadores tencionam seleccionar as variantes de pepino de forma a que o expressem mais fortemente.

A equipa também tenciona investigar a possibilidade de introdução desses genes em plantas que normalmente não os apresentem mas salienta que as plantas que o expressam naturalmente têm uma vantagem sobre as modificadas geneticamente, pois os químicos apenas são produzidos quando as plantas são atacadas e não continuamente. "É como estarmos sempre a chamar os bombeiros, rapidamente eles deixam de vir aos alarmes falsos."

Tornar as plantas capazes de produzir mais químicos odoríferos protectores pode conduzir a outro problema: pode tornar as culturas malcheirosas! "Alterar os odores de forma a serem protectores pode ter que ser limitado a plantas ou partes de plantas que não iremos consumir", diz Jack Schultz, entomólogo da Universidade Estadual da Pennsylvania. 

"Realmente é algo que temos que acautelar", concorda Dicke. Mas, acrescenta ele, há sempre a hipótese de podermos tornar as culturas que consumimos mais perfumadas."

 

 

Saber mais:

GM crops in focus

 

 

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