2005-09-23

Subject: Novas alegações de que Hobbit era doente

 

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Novas alegações de que Hobbit era doente

 

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Novas evidências devem ser brevemente apresentadas apoiando a ideia de que a minúscula espécie de hominídeo conhecida pelo hobbit pode não ser o que aparenta. Os investigadores consideram que as suas descobertas revelam que o esqueleto feminino com apenas 1 metro de altura encontrado na Indonésia não passa de um espécime de Homem moderno doente.

Os descobridores do Hobbit estão convictos que se trata de uma espécie totalmente diferente do género Homo, que terá evoluído em isolamento na remota ilha de Flores. 

Os ossos foram descobertos durante uma escavação em Liang Bua, uma gruta calcária na floresta de Flores, causando sensação ao ser anunciada ao mundo em 2004.

A análise do fóssil com 18000 anos mostrou que o Hobbit tinha atingido a idade adulta, apesar do seu tamanho reduzido. Braços longos, queixo reduzido e outras características primitivas sugeriam afinidades com as espécies humanas ancestrais, como o Homo erectus.

O Homo floresiensis, como a ciência o apelida, parece exibir outras características invulgares, como raízes duplas nos pré-molares inferiores. Na maioria dos Homens modernos, os pré-molares inferiores têm raiz simples.

Os antropólogos australianos Peter Brown, Mike Morwood, Bert Roberts, entre outros envolvidos na sua descoberta, propuseram que o Hobbit era descendente do Homo erectus ou de uma outra espécie ancestral que chegou a Flores há pouco menos de um milhão de anos.

Isolado do resto do mundo na sua ilha, a espécie terá evoluído para uma baixa estatura, tal como os elefantes pigmeus que se pensa que caçasse. Sofisticadas ferramentas de pedra descobertas na zona sugerem que não lhes faltava inteligência, apesar do cérebro do Hobbit não ser maior que o do chimpanzé.

Mas tudo isto foi antes de os cientistas começarem a fazer perguntas sérias acerca das conclusões da equipa descobridora. 

O antropólogo indonésio Teuku Jacob tomou posse de forma controversa do fóssil e declarou que se tratava de um Homem moderno com microcefalia. Esta doença é caracterizada por um pequeno cérebro mas pode estar associada ao nanismo e a anormalidades da face e do queixo. Por esta razão, alguns cientistas acreditam que a doença pode levar a que um Homem moderno pareça primitivo em termos evolutivos.

Rapidamente outros cientistas se juntaram a Jacob na crença que o espécime não era mais do que um membro da nossa própria espécie com uma doença rara.

Bob Martin, parte da equipa que pretende publicar novas provas desafiando a interpretação original dos descobridores, diz que o cérebro do Hobbit é "preocupantemente" pequeno e contradiz uma lei fundamental da biologia.

"O que esta lei diz, em termos simples, é que se se reduzir a metade o tamanho do corpo, o tamanho do cérebro apenas se reduz em 15%. Logo com um corpo com metade do tamanho nunca teríamos um cérebro tão pequeno."

 

Trabalhando sob o pressuposto de que o Hobbit era apenas uma forma encolhida de Homo erectus, Martin usou esta lei para descobrir o tamanho que o cérebro do Hobbit deveria ter. Começando com 1,75 m de altura e um cérebro de 990 cc3 para o Homo erectus, Martin calculou que com uma altura de 1 m o Hobbit deveria apresentar um cérebro de 750 cc3.

No entanto, de facto apenas tem 400 cc3.

"Pode-se calcular o tamanho do Hobbit para que o seu cérebro saudável fosse deste tamanho e a resposta é: do tamanho de um suricata", diz ele.

Mas os investigadores que realizaram a escavação em Liang Bua argumentam que o isolamento na ilha pode ter realizado truques evolutivos muito estranhos. "Se tivessem estado isolados nesta ilha durante 800000 anos, separados geneticamente do resto do mundo e onde poucos animais chegam, seria de esperar coisas estranhas", diz Mike Morwood da Universidade de New England, Austrália.

Mas outras evidências desafiam esta teoria e vindas de uma das colecções anatómicas do mundo. 

Ann MacLarnon da Universidade de Roehampton no Reino Unido, descobriu um crânio de um microcefálico nos cofres do London's Royal College of Surgeons com um cérebro do mesmo tamanho que o do Hobbit. 

Mas ainda existem problemas com a versão céptica desta história. A equipa do Hobbit descobriu mais vestígios humanos, incluindo uma maxila inferior com as mesmas características invulgares da primeira.

"vamos acreditar na teoria dos cépticos por um momento", diz Bert Roberts da Universidade de Wollongong, Austrália, membro da equipa da descoberta. "Temos um maxilar inferior completo idêntico aos primeiro logo teríamos dois indivíduos gravemente doentes. Isso levar-nos-ia a considerar que Flores era uma espécie de colónia de leprosos em Liang Bua há 18000 anos. As probabilidades disso ser real são irreais."

 

 

Saber mais:

Nature

Homo floresiensis - Talk Origins

"Hobbit" não era um Homem com danos cerebrais

"Hobbit" junta-se à família humana

 

 

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