2005-09-17

Subject: Laboratório "perde" trio de ratos com peste bubónica

 

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Laboratório "perde" trio de ratos com peste bubónica

 

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Três ratos infectados com a bactéria responsável pela peste bubónica desapareceram de um laboratório em Newark, Nova Jersey. As autoridades lançaram uma busca pelos animais e uma investigação à forma como podem ter escapado mas os investigadores rapidamente acrescentaram que os ratos, mesmo que andem por aí soltos, representam um reduzido risco para a população.

"Neste momento estamos satisfeitos com o facto de não existir perigo para o público mas a investigação continua", diz Steve Siegel do escritório de Newark do Federal Bureau of Investigation (FBI).

Os ratos, que transportam a bactéria Yersinia pestis, estavam a ser estudados no Public Health Research Institute como parte de uma experiência de vacina. O instituto, que utiliza mais de 10000 ratos por ano, tinha um total de 24 animais nesta experiência. Oito deles não tinham sido vacinados, oito tinham a melhor vacina actual e oito a versão experimental. Cada um dos grupos tem agora falta de um rato, desde há duas semanas e meia.

Existem muitas explicações potenciais para esta situação. Os animais podem ter sido roubados ou incinerados por acidente juntamente com o forro das suas jaulas. Até é possível que se tenham devorado uns aos outros, é sabido que os ratos fazem isso quando infectados com peste. O director do instituto, David Perlin, reconhece a possibilidade de roubo mas considera mais provável ter sido apenas um "engano inocente".

Alguns estimam que a investigação sobre a peste e sobre vacinas contra a peste triplicou nos Estados Unidos após os receios do bioterrorismo terem sido despoletados pelos ataques de 11 de Setembro de 2001. Isto significa que existem mais animais infectados espalhados pelo país que podem, potencialmente, desaparecer.

Mas os peritos ficaram muito surpreendidos com o facto de esses ratos poderem realmente escapar. A investigação sobre a peste decorre sob apertada segurança, em laboratórios classificados com o nível 3 de bio-segurança (de um máximo de 4 níveis), para além de Perlin referir que todo o complexo está sob video-vigilância.

 

"Nunca ouvi falar de um incidente deste tipo na minha vida", diz Brendan Wren, cientista da School of Hygiene and Tropical Medicine de Londres, que ajudou a sequenciar o genoma da bactéria da peste. 

Se os ratos realmente escaparam do laboratório, podem ter morrido rapidamente devido à doença e os seus corpos não devem representar um perigo após a decomposição de vários dias.

Wren salienta que a existência de peste descontrolada não é tão invulgar como se pode pensar. A bactéria Y. pestis pode ser encontrada em muitas partes dos Estados Unidos e os esquilos por vezes transportam a doença no sudoeste do país.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, entre 1000 e 3000 pessoas contraem peste todos os anos no mundo mas a doença pode ser eficazmente tratada com antibióticos.

A infecção geralmente ocorre de ratos para o Homem através de pulgas mas também pode ser devida à respiração de ar contaminado pela expiração de outro animal.

 

 

Saber mais:

CDC Plague home page

Public Health Research Institute

Peste aumentou imunidade europeia contra o HIV?

 

 

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