2005-09-12

Subject: Assinada declaração sobre grandes símios

 

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Assinada declaração sobre grandes símios

 

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Mais de 20 nações assinaram um acordo destinado a salvar os grandes símios de todo o mundo da extinção eminente. A Declaração de Kinshasa reconhece que a raiz da caça furtiva e da desflorestação é a pobreza e compromete-se a apoiar as comunidades locais.

O número de gorilas, chimpanzés, bonobos e orangutangos decresceu drasticamente e os peritos alertam para o perigo de algumas das populações selvagens desaparecerem no espaço de apenas uma geração.

O acordo surgiu durante um encontro que decorreu na República Democrática do Congo, que reuniu governos dos estados onde os primatas vivem e nações ocidentais dadoras.

Funcionários do Projecto de Sobrevivência dos Grandes Símios das Nações Unidas (GRASP), organizador da conferência, referiram que o compromisso conjunto destas nações tinha sido um importante passo em frente nesta questão.

"A declaração afirma uma vontade política ao mais alto nível pela primeira vez na história dos grandes símios", declarou o porta-voz do projecto Matthew Woods.

Este corpo das Nações Unidas espera que o acordo ajude a acabar com a caça furtiva para a obtenção de "carne selvagem", tráfico de animais vivos e desflorestação, que tem vindo a destruir o habitat natural destes animais.

Os países envolvidos apelaram a uma ajuda internacional e pediram ajuda às agências de desenvolvimento para financiar e apoiar os seus esforços.

O acordo exige que cada estado onde habitem os primatas desenvolva um plano de conservação no seu território e que os países ocidentais e agências internacionais apoiem estes planos financeiramente.

Estas agências devem "tornar um prioridade o desenvolvimento e implementação de políticas que promovem modos de vida sustentáveis do ponto de ecológico para as comunidades locais e indígenas", pode ler-se no acordo.

 

Henri Dojombo, ministro do ambiente da República Democrática do Congo, referiu que são necessários mais recursos para salvaguardar os grandes primatas e que os países ocidentais devem dar esse contributo: "Seja para investigação ou acções no terreno, precisamos de terreno. É a pobreza a principal razão porque se recorre à caça furtiva."

Um grande número de doadores já ofereceu dinheiro para projectos com grandes símios, incluindo a União Europeia que, já este ano, tinha prometido €2,4 milhões para a GRASP. Mas mais é preciso, de acordo com o chefe da equipa técnica da GRASP: "Estamos a falar de dezenas de milhões de dólares."

Cientistas na conferência identificaram mais de 100 locais, a maioria em África, onde populações viáveis de grandes símios podem ser salvas da extinção através da implementação de programas intensivos de conservação.

No início deste mês, um estudo realizado por autoridades e financiado pelas Nações Unidas já tinha concluído que algumas populações de grandes símios, principalmente as do orangutango de Sumatra e de gorilas da montanha e Cross River, podem estar extintas na natureza no espaço de uma geração humana.

 

 

Saber mais:

Great Apes Survival Project

Atlas of Great Apes

Unep's World Conservation Monitoring Centre

Grandes símios extintos no espaço de uma geração

Um quarto dos primatas enfrenta a extinção

 

 

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