2005-09-11

Subject: Provas de que o nosso cérebro ainda está a evoluir

 

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Provas de que o nosso cérebro ainda está a evoluir

 

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Cientistas universitários dizem que descobriram fortes evidências de que o cérebro humano ainda está a evoluir. Comparando o Homem moderno com os seus ancestrais de há 37000 anos, a equipa de Chicago descobriu grandes alterações em dois genes associados ao tamanho do cérebro.

Uma das novas variantes emergiu apenas há 5800 anos mas já está presente em 30% das pessoas actualmente, acreditam eles. Este período de tempo é muito curto, em termos evolutivos, sugerindo um forte pressão selectiva.

Cada variante dos genes emergiu mais ou menos simultaneamente com o advento dos chamados comportamentos 'culturais'.

A variante microcefalina surgiu juntamente com a emergência de características como a arte e a música, práticas religiosas e técnicas sofisticadas de fabrico de ferramentas, que datam de há cerca de 50000 anos. Esta variante está presente em 70% dos humanos vivos na actualidade.

A outra variante, designada variante ASPM, teve origem numa época que coincide com a proliferação da agricultura, fundação de povoados permanentes e o primeiro registo escrito da linguagem.

O investigador Bruce Lahn diz que a grande questão reside no facto de a evolução genética observada ser realmente a causa da evolução cultural dos humanos ou se foi apenas um acaso.

O palpite dos investigadores é que pode ter algo a ver com o importante papel que estes genes desempenham no tamanho do cérebro mas salientam que isso não quer necessariamente significar mais inteligência. "Só porque estes genes ainda estão a evoluir não significa que nos estejam a tornar mais inteligentes", diz Lahn.

Ainda assim, ele acrescenta: "Os nossos estudos indicam que a tendência evolutiva que é a característica definidora da evolução humana, o aumento do tamanho e da complexidade do cérebro, ainda está a decorrer. Se a nossa espécie sobreviver durante outro milhão de anos, eu diria que o cérebro dessa altura teria importantes diferenças estruturais em relação ao cérebro actual."

Os investigadores consideram que o próximo passo é examinar se as diferenças biológicas determinadas pelas diferenças genéticas foram favorecidas pela selecção natural em detrimento de outras.

 

Segundo eles, estas variações devem ter conferido alguma vantagem evolutiva, como uma alteração desejável na cognição, personalidade, controlo motor ou resistência a doenças neurológicas ou psiquiátricas.

Geraint Rees, neurologista cognitivo da University College de Londres e investigador sénior do Wellcome Trust, comenta: "Tudo isto é muito interessante. Fiquei surpreso com o facto de terem datado o surgimento destas alterações para um ponto relativamente recente da história evolutiva. Dá-nos uma pista que talvez possamos seguir e compreender o motivo porque surgiram nessa altura e quais as suas consequências."

Para ele, seria um salto demasiado grande neste momento concluir que as alterações genéticas foram responsáveis por algumas das alterações culturais que temos visto, como a emergência da agricultura. "Mas ainda assim é uma perspectiva emocionante."

 

 

Saber mais:

Science

University of Chicago

Evolução do cérebro conduzida pelas mitocôndrias?

Matéria cinzenta é importante para a inteligência

Parte do cérebro trabalha a dormir

 

 

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