2005-09-10

Subject: Katrina desencadeia operação de socorro sem precedentes aos animais de estimação de Nova Orleães

 

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Katrina desencadeia operação de socorro sem precedentes aos animais de estimação de Nova Orleães

 

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Imediatamente após a passagem do furacão Katrina, o bem-estar dos animais de estimação da zona do golfo do México foi suplantado pela necessidade de ajudar as pessoas a atingir um local seguro mas a partir de 2 de Setembro teve início um dos maiores esforços de socorro de animais da história dos Estados Unidos.

A campanha teve início num esforço conjunto da American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA) e da Humane Society of the United States (HSUS), bem como de dezenas de outras organizações e milhares de voluntários vindos de todo o país.

"De início houve alguma confusão entre os diversos grupos sobre quem ia fazer o quê", diz Diane Alberts, presidente da Florida Association of Kennel Clubs. A associação está a fornecer mantimentos, trabalhadores e a sua experiência no salvamento de animais de estimação após a passagem do furacão Andrew pelo sul da Florida em 1992. "Mas agora tudo está a correr de forma impressionante."

Os esforços estendem-se por áreas devastadas pelo furacão nos estados do Louisiana, Alabama e Mississipi. As histórias mais tocantes estão, no entanto, a passar-se na cidade inundada de Nova Orleães.

Até agora, mais de 1500 dos animais da cidade já foram resgatados e tratados por veterinários, explica Andrew Rowan, vice-presidente executivo da HSUS. Mas restam milhares de outros, diz ele, a quem resta muito pouco tempo antes de começarem a morrer de fome e de desidratação.

O Lamar-Dixon Expo Center está localizado perto de Gonzales, Louisiana, e tem servido como base de operações para o esforço de socorro, bem como de abrigo improvisado para os animais, refere Renee Bafalis, voluntária da HSUS a trabalhar em Nova Orleães.

Tipicamente usado para rodeos, as cerca de 1000 cavalariças tornaram-se o refúgio perfeito para os animais de estimação resgatados, diz Bafalis. Mas Lamar-Dixon já atingiu a sua capacidade máxima para alojar os animais confortavelmente, comenta Laura Maloney, directora executiva da Louisiana Society for the Prevention of Cruelty to Animals (SPCA).

Maloney, a principal coordenadora dos esforços de salvamento em Nova Orleães, diz que, por isso mesmo, a equipa já está a procurar instalações próximas para alojar temporariamente os animais.

As equipas de salvamento separam-se nos limites da cidade, algumas patrulhando a área a seco a pé, enquanto outros se aventuram pelas áreas inundadas de barco. O seu destino é planeado de acordo com os apelos recebidos nos dias anteriores por residentes que foram forçados a deixar os animais para trás, explica Bafalis.

"Vamos para onde sabemos que existem animais de estimação, recolhendo todos os outros que vamos encontrando no caminho", diz ela. "Geralmente encontramos pessoas que nos indicam cães ou gatos que viram."

Por vezes, as equipas encontram algo menos habitual. A 7 de Setembro, por exemplo, encontraram um porco adulto, que teve que ser evacuado numa jangada improvisada. Também encontraram um casal de chinchillas e 16 cães que tinham sido deixados no Louisiana State University Medical Center, relata Bafalis. 

A maioria deles estava bem, vagueando livremente pelos pisos superiores do hospital mas dois, que tinham sido atados aos corrimões do primeiro piso, tinham-se enforcado ao tentar saltar por cima de uma vedação para fugir à subida da água.

As regiões inundadas têm sido as piores: andar através de uma lama tóxica, cheia de excrementos e cadáveres é mau mas pode não ser o pior. Um animal encontrado isolado no meio da inundação está, provavelmente, doente e desidratado e portanto é muito mais agressivo para com estranhos.

Ainda assim, o rumor que a polícia tinha sido autorizada a abater cães vadios que se tornassem agressivos é totalmente falso, garante Bafalis.

 

"A polícia, a Guarda Nacional, os bombeiros, todos os que aqui estão, preocupam-se com estes animais tanto como nós", diz ela. "Fazem tudo para nos ajudar, ainda hoje um agente da polícia nos alertou para a presença de dois rottweilers e de um pastor-alemão num edifício evacuado."

"Estamos também a receber muito apoio  por parte de celebridades que estão a doar caixas e veículos para a deslocação dos animais, bem como alimento e coisas assim", acrescenta Maloney. "Ainda ontem a actriz Kirstie Alley esteve aqui."

No entanto, nem todos os animais de estimação salvos foram abandonados. Muitos dos residentes que permaneceram em Nova Orleães, apesar da ordem de evacuação, fizeram-no para não abandonar os seus animais. Os animais não são permitidos nos albergues oficiais, apesar de muitas pessoas ainda terem conseguido entrar com animais pequenos em sacos ou cestos.

As equipas também são, assim, responsáveis pela recolha de animais de estimação dos donos que estão agora a ser retirados pela polícia para fora da cidade.

"Tiramos uma fotografia deles e dos seus animais de estimação", explica Bafalis. "Tentamos convencê-los que o animal ficará em segurança e feliz até que possam regressar para o vir buscar."

Os animais resgatados são primeiro levados para o edifício Jefferson Feed and Garden Store em Jefferson, Louisiana. O edifício alberga uma clínica veterinária de grande dimensão, onde cada animal passa por uma triagem antes de ser enviado de volta para o Lamar-Dixon Expo Center.

Pouco antes das 18 horas, hora do recolher obrigatório que vigora em Nova Orleães, as equipas regressam ao expo center. Cada animal recolhido é fotografado e introduzido numa base de dados, juntamente com uma descrição e o local onde foi encontrado.

As fotografias dos animais serão brevemente disponíveis no site Petfinder.com, onde as pessoas que procuram os seus animais de estimação também poderão deixar as suas informações.

"Neste momento, assistimos a cerca de 20 reuniões dos animais de estimação com os seus donos por dia. Esperamos que esse número suba rapidamente quando o site Petfinder estiver online", diz Maloney. "Ainda ontem, uma senhora veio cá muito perturbada, convencida que não havia esperança de encontrar o seu Chihuahua, mas assim que começou a ver os animais uma cabecinha espreitou do seu compartimento e começou a ladrar sem parar. São estas pequenas coisas que fazem com que tudo valha a pena."

E para os animais que não encontrarem os seus donos, a equipa de resgate vai garantir que encontrem novos lares, seguros e felizes. "nenhum animal vai ser abatido", diz Maloney. "Com o imenso apoio que temos recebido de todo o país, não me parece que não se possa encontra rum lar para todos estes animais."

 

 

Saber mais:

Pets, Hurricane Katrina's Other Victims

IFAW

ASPCA

HSUS

Petfinder.org

 

 

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