2005-09-09

Subject: Fogos asiáticos reforçam aquecimento global 

 

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Fogos asiáticos reforçam aquecimento global 

 

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A destruição das florestas tropicais húmidas, ricas em materiais turfosos, está a contribuir significativamente para o aquecimento global, refere um estudo agora conhecido. 

Os terrenos turfosos do sudeste asiático estão a ser queimados por fogos ateados para a remoção da floresta mas nos períodos secos estes podem tornar-se descontrolados. Esta situação liberta vastas quantidades de dióxido de carbono para a atmosfera, diz Susan Page da Universidade de Leicester, Reino Unido.

Estas florestas húmidas, que contêm até 21% das reservas terrestres de carbono, podem estar totalmente destruídas até 2040, acrescenta ela.

Foi calculado que em 1997 2,67 mil milhões de toneladas deste gás de efeito de estufa tinham sido lançadas para atmosfera através da queima destas terras turfosas. Isto é equivalente a 40% da combustão de combustíveis fósseis ao longo de um ano, diz Page. Nesse ano, no entanto, esse valor foi invulgarmente alto pois o valor médio estimado é de mil milhões de toneladas, cerca de 15% da combustão de combustíveis fósseis durante um ano.

As zonas turfosas tropicais estendem-se ao longo de numerosas ilhas do sudeste asiático, incluindo Bornéu, Sumatra e Papua. A turfa encontra-se nas terras baixas, pode exceder os 10 metros de espessura e tem um conteúdo de carbono até 60%.

Page considera-as os "ecossistemas Cinderela", o seu carácter e importância constantemente ignorado pelos cientistas, políticos e planeadores.

As forças condutoras por trás da destruição das zonas turfosas são numerosas, nomeadamente o abate e drenagem em larga escala para o estabelecimento de plantações para madeira, óleo de palma e arroz, ou para, em menor escala, agricultura de subsistência e colonização. A má gestão florestal também é uma causa.

 

"Onde se tem drenagem em larga escala do terreno e abate da floresta, a turfa torna-se bem mais susceptível a uma ignição. Se o fogo escapar ao controlo das plantações, toda a paisagem em volta está mais vulnerável", diz Page.

Em Kalimantan, a parte indonésia do Bornéu, uma zona com um milhão de hectares foi drenada e limpa para o cultivo de arroz, devastando a floresta húmida e turfosa que alojava.

O falhado projecto Mega Rice criado quando da presidência de Suharto tinha como objectivo criar uma gigantesca região de cultivo de arroz mas desde então veio-se a descobrir que os solos não são adequados a este tipo de cereal.

Apesar de haver algum sucesso no controlo dos fogos deliberados, os acontecimentos naturais estão a exacerbar o problema. As zonas turfosas secas e limpas de vegetação incendeiam-se facilmente durante períodos secos, que ocorrem a cada 3 a 7 anos, durante a duração dos fenómenos El Niño (o último foi em 2002). As secas também tornam a turfa mais sujeita à erosão durante a época das chuvas.

Page refere que está actualmente envolvida num projecto para devolver a água às zonas turfosas, de forma a restabelecer os lençóis freáticos. Sem este tipo de acção urgente, juntamente com um programa de combate aos fogos, o problema apenas se irá agravar, diz ela.

 

 

Saber mais:

Royal Geographical Society (RGS)

University of Leicester

 

 

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