2005-09-06

Subject: Maior corredor de sempre em estudo genético

 

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Maior corredor de sempre em estudo genético 

 

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Eclipse statue at the RVC (RVC)
Eclipse nunca foi vencido e eventualmente os seus competidores recusaram-se a correr contra ele. Foi imortalizado em estátua e o seu esqueleto totalmente conservado após a morte. 

Eclipse, o garanhão descrito como o melhor cavalo de corridas de todos os tempos, vai ter o seu DNA estudado por cientistas. A equipa do Royal Veterinary College (RVC) e da Universidade de Cambridge espera assim descobrir uma pista para o que tornou este cavalo um grande campeão.

Eclipse nunca foi vencido enquanto correu, entre 1769 e 1770, e basicamente foi retirado de competição por falta de oponentes. A sua invencibilidade nas pistas originou a frase ainda hoje usada no Reno Unido: Eclipse em primeiro e os restantes em lado nenhum.

"Este foi o melhor cavalo de corridas da história e poder analisar o seu material genético será algo espantoso", comenta Matthew Binns, perito em genética equina do RVC e participante no projecto. "Ele venceu 18 corridas e geralmente com 2000 a 4000 metros de avanço. Temos que nos lembrar que as corridas eram muito mais longas nesse tempo."

Binns e outros investigadores peritos em equídeos vão apresentar o seu trabalho no British Association's Festival of Science, que decorre este ano em Dubin, Irlanda.

Eclipse é um de vários "reis das pistas" do passado mais ou menos distante que vão ter o seu DNA analisado. Nesse grupo encontram-se Hermit, vencedor do Derby em 1867 e o garanhão do final do século XIX St Simon, que produziu 10 cavalos que, entre todos, venceram 17 corridas clássicas.

Os seus vestígios, bem como dos restantes cavalos do projecto, foram conservados em colecções e museus. O próprio Eclipse teve o esqueleto preservado por inteiro após a sua morte, tal foi a importância que lhe atribuíram para a nossa conservação da fisiologia equina.

Mas a obtenção de DNA vai ser um processo complicado pois a molécula degrada-se muito depressa com o passar do tempo. Os cientistas do Instituto McDonald de Cambridge terão que utilizar técnicas muito sensíveis, recentemente desenvolvidas para a obtenção de DNA de vestígios humanos muito antigos.

"Mim Bower vai liderar a equipa responsável pelo estudo", explica Binns. "O nosso material preferido é um dente porque o DNA está melhor protegido mas também vamos tentar a sorte com os ossos longos e os cascos. Os vitorianos adoravam transformá-los em tinteiros e candelabros, logo ainda há muitos cascos de velhos cavalos famosos."

 

Esta investigação vai vai permitir um novo conhecimento sobre a origem do stock de cavalos de corrida puro-sangue. Investigações desenvolvidas no Trinity College de Dublin já mostraram que os cavalos de corrida actuais derivam todos de um grupo muito restrito de animais importados do Próximo Oriente e do norte de África no início do século XVIII.

"O número de animais fundadores desse stock é de apenas 28", diz Patrick Cunningham, professor de genética animal em Trinity. "Eles contribuíram praticamente com todos os genes que podemos encontrar na população actual e os melhores 10 contribuíram com cerca de 80% dos genes."

A investigação da equipa RVC-Cambridge irá trazer um maior detalhe a esta história e também pode revelar quais os traços genéticos que atravessaram as cerca de 30 gerações que surgiram desde a fundação do stock de cavalos de corrida no Reino Unido.

Um dos restos mortais que este projecto adoraria estudar são os do Godolphin Arabian. O cavalo, originalmente do Iémen, foi um dos 28 fundadores originais e está enterrado num parque nas colinas Gog Magog, a sudeste de Cambridge.

Estão a decorrer negociações com os donos do parque para tentar exumar o esqueleto do animal e obter algumas amostras.

A genética está cada vez mais importante para a ciência equina, com os investigadores a tentar entender não só o que origina um grande campeão mas também para perceber o que torna outros cavalos mais susceptíveis a doenças ou a quebras em treino.

"Estamos a usar uma tecnologia nova conhecida por gene-chip, que revolucionou as ciências biológicas nos últimos cinco anos", explica Emmeline Hill, do University College de Dublin. "Estas técnicas estão agora a ser adaptadas para os cavalos e permitem-nos analisar milhares de genes em paralelo, compreender a sua expressão e olhar para a rede molecular e de interacções nas células musculares que estão sob grande pressão no final de uma corrida."

 

 

Saber mais:

Trinity College Dublin

Science for a Successful Ireland

Royal Veterinary College

 

 

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