2005-08-31

Subject: Descoberto primeiro fóssil de chimpanzé

 

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Descoberto primeiro fóssil de chimpanzé

 

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Paleontólogos que escavavam as poeirentas planícies de África descobriram o primeiro fóssil conhecido de chimpanzé. O modesto achado é composto por apenas três dentes mas é a primeira evidência concreta do percurso evolutivo que conduziu ao surgimento dos chimpanzés actuais.

Para além de ajudar a compreensão da evolução dos chimpanzés, o achado lança novas questões acerca da evolução humana, pois parece que estes primatas podem não ter estado fisicamente separados dos humanos, como antes se pensava.

O facto de não se ter encontrado um fóssil de chimpanzé era há muito uma questão intrigante, comenta Sally McBrearty, antropóloga da Universidade do Connecticut, responsável pela descoberta feita perto do lago Baringo, Quénia, juntamente com a sua colega Nina Jablonski. Quando comparada com os muitos fósseis humanos descobertos em África, a falta de espécimes que documentassem a evolução dos chimpanzés era exasperante.

Parte do problema, explica McBrearty, é que os chimpanzés têm tendência a viver em condições de selva quente e húmida, pouco adequadas à preservação de vestígios. Os humanos, pelo contrário, pensa-se que vivam desde há milénios na savana, onde é menos provável que os ossos apodreçam.

As teorias anteriores sugeriam que os chimpanzés nunca atravessaram para leste do Vale do Rift, permanecendo nas selvas da África ocidental e central. Alguns até suspeitavam que esta separação física teria sido o início da separação evolutiva dos ancestrais humanos e de chimpanzés.

Mas agora McBrearty tropeçou em vestígios de chimpanzés a leste desta fronteira. Isto significa que precisamos de uma explicação melhor para a divergência entre humanos e chimpanzés, diz ela. A descoberta de que os chimpanzés estavam a viver em condições semi-áridas, para além da selva, parece pulverizar a teoria simplista de que a passagem para a vida na savana terá conduzido o Homem ao bipedismo.

 

Os dentes têm cerca de 500000 anos, relatam McBrearty e Jablonski na revista Nature. Até agora é impossível dizer se pertenceram à espécie actual de chimpanzé Pan troglodytes, ou a um ancestral desconhecido, agora extinto. "Não ficava surpreendida se existissem muitas espécies de chimpanzés extintas", diz McBrearty.

Se os dentes pertenceram a chimpanzés iguais aos modernos, isso significaria que a espécie é muito antiga. Em contraste, o Homo sapiens apenas existe há cerca de 200000 anos mas as espécies mais antigas do género Homo, como o H. erectus, podem ter sobrevivido cerca de um milhão de anos.

Os fósseis não são antigos o suficiente para nos dizerem alguma coisa acerca do ancestral comum de chimpanzés e Homem, que terão vivido há 5-7 milhões de anos, salienta o antropólogo Daniel Lieberman da Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts. "Mas relança a esperança que possamos encontrar algo mais antigo."

McBrearty suspeita que apesar de haver muito mais chimpanzés a viver nas selvas da África ocidental, existem mais fósseis na zona seca de savana a leste. Apenas "ninguém estava à sua procura", diz ela.

McBrearty espera regressar ao Quénia em Dezembro para retomar as pesquisas, pois apesar do calor, a baixa humidade torna este o período ideal para encontrar fósseis delicados.

 

 

Saber mais:

University of Connecticut

 

 

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