2005-08-25

Subject: Testes em animais recebem apoios renovados

 

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Testes em animais recebem apoios renovados

 

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Mais de 500  cientistas e médicos ingleses expressaram o seu apoio à realização de testes em animais para investigação em medicina. Assinaram uma declaração onde se afirma que uma "pequena mas vital" parte da investigação médica tem que envolver animais.

A declaração pública, elaborada pela Research Defence Society (RDS), desapontou os grupos de defesa dos direitos do animais, numa semana em que uma quinta no Staffordshire que criava porquinhos da Índia para a investigação médica tinha fechado devido à intimidação desses mesmos activistas.

Os animais criados pela quinta Darley Oaks em Newchurch, um negócio familiar, eram usados no desenvolvimento de tratamentos para doenças respiratórias, como a asma. Os seus donos e empregados, no entanto, têm sido alvo de ameaças de morte e outras formas de pressão, ao longo de uma campanha que já durava há 6 anos.

A declaração agora publicada pelos investigadores, que não está relacionada com a decisão de fechar a Darley Oaks, chega 15 anos após uma outra, semelhante, da British Association for the Advancement of Science (BA).

Os signatários da Declaration on Animals in Medical Research incluem três vencedores do prémio Nobel, 190 membros da Royal Society e do Medical Research College, bem como 250 professores universitários.

Simon Festing, director executivo da RDS, refere: "Estamos muito contentes por termos recolhido mais de 500 assinaturas dos cientistas e médicos de primeira linha do Reino Unido, em menos de um mês. Serve para mostrar a força e a intensidade com que as experiências em animais realizadas de forma humana são apoiadas neste país."

A declaração afirma que os investigadores devem recolher os benefícios médicos e científicos que as experiências em animais podem fornecer, mas também salienta que os cientistas devem fazer todos os esforços para salvaguardar o bem-estar animal e minimizar o seu sofrimento.

Sempre que possível, pode ainda ler-se, as experiências em animais devem ser substituídas por métodos alternativos e o número de animais utilizados deve ser reduzido.

Conhecido pela designação dos "3R", o conceito de "replacement, refinement, reduction", ou seja, "substituição, refinamento e redução" em português, é o eixo central da política governamental inglesa sobre as experiências em animais. Todos os signatários se comprometeram a cumprir esses princípios.

"Preferimos não usar animais e faremos o melhor possível para encontrar alternativas", diz o geneticista Robin Lovell-Badge, do National Institute for Medical Research de Londres. "No entanto, sem a pesquisa que realizamos não existiriam progressos na descoberta de tratamentos e curas, tanto para animais como para o Homem."

 

A declaração também promete ser mais aberta em relação às experiências em animais, instando os laboratórios e universidades a "fornecer informação clara e a promover um debate racional".

Nancy Rothwell, vice-presidente para a investigação da Universidade de Manchester, acrescenta: "É vital que a comunidade científica envie a mensagem que a investigação em animais é crucial para o progresso da medicina, que esta é conduzida de forma humana e que trabalhamos sob regras muito rigorosas."

No entanto, as organizações de defesa dos direitos dos animais reagiram com ultraje à declaração, argumentando que representa a ausência de progresso desde a declaração feita há 15 anos.

"Estamos muito preocupados com o facto de em 15 anos os médicos e os cientistas continuarem empenhados na utilização pouco ética e potencialmente perigosa de animais na investigação médica", diz Adolfo Sansolini, chefe executivo da British Union for the Abolition of Vivisection (BUAV).

Sansolini também discorda com a afirmação de que existe uma maior transparência no campo da investigação com animais. "Tínhamos grandes esperanças que com a aplicação da Freedom of Information Act a partir de Janeiro passado a experimentação animal se tornasse mais clara mas tal não aconteceu."

Brian McGavin, da RSPCA, comenta: "A declaração agora publicada não reconhece a dor, sofrimento e perturbação que as experiências em animais causam, nem exige acções positivas da parte dos seus signatários."

 

 

Saber mais:

BUAV

RDS

RSPCA

Semana Mundial dos Animais em Laboratório

Carência de primatas impede o progresso da ciência?

 

 

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