2003-12-02

Subject: Chacina de animais retomada em nome da moda

News of the Wild

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the  Wild

Este boletim é mantido pelo site Born to be Wild, para que não esqueça o seu lado selvagem ...

 

Em destaque:

Chacina de animais retomada em nome da moda 

 

  Questões ou comentários para: borntobewild@clix.pt

Dê o site Born to be Wild a conhecer a um amigo!!

 

O regresso da pele ao mundo da moda tem significado a morte de milhares de animais pertencentes a espécies ameaçadas, na busca desenfreada das suas peles, revelam as organizações conservacionistas. 

John Sellar, agente da Convention on International Trade in Endangered Species (CITES), revelou que se tem notado uma escalada nas apreensões de peles de leopardo e de tigre, desde que a industria da moda voltou a introduzir as peles. 

Nos anos 80 e 90 do século passado, o comércio ilegal de peles praticamente desapareceu pois estas não estavam na moda, mas agora estamos a ver os modelos a desfilar com peles e o consequente florescimento do seu comércio, 

Apenas no mês passado, os agentes da lei chineses apreenderam 1276 peles ilegais, na sua maior apreensão de sempre. Estas peles pertenciam a 32 tigres, 579 leopardos e 665 lontras. 

Sellar, encarregado da supervisão e do reforço da aplicação das leis internacionais da CITES a nível de proibições e restrições ao comércio de animais e plantas ameaçados, revelou que Londres é uma importante placa giratória do comércio ilegal, mesmo não sendo o seu maior consumidor. 

Muito deste comércio vai para a China, um gigantesco, e em crescimento, mercado para este tipo de produto. 

Sellar, que trabalha no quartel-general da CITES em Genebra, admitiu que controlar e prevenir o comércio ilegal de peles era uma luta desigual, pois cada vez mais os contrabandistas fazem parte de gigantescas organizações mafiosas. 

Além disso, o comércio ilegal envolve mais do que peles de mamíferos, nomeadamente peles e produtos feitos com répteis, aves, rinocerontes e elefantes, bem como carne selvagem, caviar e plantas medicinais. 

 

Sellar revelou que por cada esturjão legalmente exportado da Rússia, mais de 12 são ilegalmente capturados, alimentando o lucrativo mercado legal, onde são introduzidos com papéis falsificados. 

Os envolvidos neste tipo de actividade estão habituados a usar subornos e mesmo a violência. Muitos investigadores e agentes da lei são misteriosamente assassinados. No entanto, o problema começa muito antes pois os agentes são poucos e de tal forma necessários, que raramente conseguem perseguir os caçadores furtivos e a mercadoria ao mesmo tempo. Assim, a mercadoria atinge os mercados na mesma. 

No Tibete, por exemplo, o antílope Chiru está ameaçado pela procura do seu sub-pêlo, que é depois tecido num material muito fino do tipo caxemira, designado shahtoosh. No entanto, o país apenas possui 15 agentes para policiar uma área do tamanho da Suíça. Mesmo que apanhados, as penalidades aplicadas aos contrabandistas não conseguem actuar como dissuasoras, excepto na China, onde 28 contrabandistas da vida selvagem foram executados nos últimos 14 anos. 

 
 

 

Saber mais:  

Gigantesca apreensão de peles no Tibete

Comércio de peles

China appeals to fashion world to stop buying Chiru fur

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja receber o boletim Born to be Wild clique aqui!!

Respeitar os animais é respeitarmo-nos a nós próprios!

@ Born to be Wild, 2003


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com