2005-08-21

Subject: Alterações climáticas assinalam a alvorada humana

 

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Alterações climáticas assinalam a alvorada humana

 

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As complexas variações do clima da África oriental podem ter desempenhado um papel crucial no desenvolvimento dos ancestrais da espécie humana.

Os cientistas identificaram vastos sistemas de lagos que se formaram e desapareceram na África oriental no espaço entre há um e três milhões de anos. Os lagos podem ser prova que alterações climáticas globais ocorreram ao longo deste período central para a evolução humana.

Estas descobertas, publicadas na edição mais recente da revista Science, sugerem que o Homem pode ter evoluído em resposta a um clima variável.

Martin Trauth, da Universidade de Potsdam, conseguiu identificar e datar os lagos pré-históricos através do estudo das camadas de solo ao longo do Vale do Rift no Quénia, Etiópia e Tanzânia.

Camadas contendo os esqueletos de algas microscópicas conhecidas por diatomáceas, revelam a profundidade e a composição dos lagos primitivos.

Cinza vulcânica localizada nas camadas próximas fornecem uma estimativa da idade dos lagos. Os elementos radioactivos presentes nas cinzas funcionam como relógios pois decaem de uma forma previsível com o passar do tempo.

Examinando as camadas do solo em sete locais diferentes através da África oriental, Trauth e a sua equipa foram capazes de identificar três períodos distintos em que vastos lagos cobriram a região e atingiram profundidades da ordem das centenas de metros.

Eles argumentam que o desenvolvimento destes lagos resultou do aumento da humidade no clima local. Os períodos húmidos regionais, que podem ter persistido até 100000 anos, ocorreram quando a maior parte do continente africano estava a ficar cada vez mais seco.

Os períodos de clima húmido na África oriental podem reflectir flutuações do clima da Terra como um todo. No momento em que os lagos cresceram, aproximadamente há 2,6, 1,8, e 1 milhão de anos, os glaciares e a atmosfera também estavam a passar por importantes transformações.

 

O artigo da revista Science afirma que se os lagos fizeram parte de uma paisagem temporária associada ao clima global, como os dados sugerem, eles dão um forte apoio às teorias que consideram que a espécie humana evoluiu e se disseminou em resposta a um ambiente em rápida alteração.

"Estes episódios podem ter tido impacto importante na especiação e dispersão dos mamíferos e dos Hominídeos", escrevem os investigadores.

Chris Stringer, investigador principal sobre os primeiros humanos do departamento de Paleontologia do Museu de História Natural de Londres, elogiou a qualidade dos dados recolhidos, referindo que fornecem "excelentes evidências" das alterações climáticas sofridas pelo leste de África.

No entanto, ele salienta que é necessário um trabalho mais detalhado para associar de forma definitiva as alterações ambientais à emergência da espécie humana.

"O que isto nos mostra é que existem flutuações nas cinturas climáticas", diz ele. "Mas se os primeiros humanos são capazes de se deslocar, o efeito do ambiente variável é reduzido. A questão crucial é, portanto, até que ponto era capazes de se deslocar essas populações?"

 

 

Saber mais:

Science

Martin Trauth

Natural History Museum - Department of Palaeontology

Projecto de DNA segue migrações humanas

"Hobbit" junta-se à família humana

 

 

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