2005-08-13

Subject: Treinos militares bons para as espécies ameaçadas

 

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Treinos militares bons para as espécies ameaçadas

 

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Os exercícios militares estão a estimular a biodiversidade, pelo menos segundo um estudo realizado em terrenos usados pelo Exército americano para manobras na Alemanha. Esses terrenos contém mais espécies ameaçadas que os parques nacionais vizinhos.

A terra não é cultivada mas também é calcinada e pisoteada por explosões e tanques regularmente. Esta situação cria habitats tanto para as espécies que preferem terrenos intocados e para as que apreciam terrenos perturbados, explica o ecologista Steven Warren da Universidade Estadual do Colorado em Fort Collins.

Os terrenos militares albergam mais espécies que os terrenos agrícolas, disse Warren durante o encontro da Ecological Society of America em Montreal. E a sua biodiversidade pode mesmo exceder a dos parques naturais, onde as espécies que gostam de desequilíbrios não conseguem vingar.

Warren e o seu colega Reiner Büttner do Instituto de Botânica e Ecologia Paisagística de Hemhofen, Alemanha, analisaram duas bases militares americanas, Grafenwoehr e Hohenfels, na Baviera. Apesar das bases representarem menos de 1% da área do estado, contêm 22% das suas espécies ameaçadas, refere Warren. Os parques nacionais cobrem uma área semelhante mas albergam menos espécies de plantas e animais ameaçados.

"Algumas pessoas são muito anti-militaristas", diz Warren. "Assumem que não há nada que os militares possam fazer pode ser benéfico, principalmente em relação à ecologia." Warren, que não trabalha para o exército, também tinha essa ideia. 

Warren e Büttner estudaram diversas espécies para tentar compreender os benefícios dos terrenos militares. Uma espécie de sapo, por exemplo, procria nos sulcos deixados pelas lagartas dos tanques, que mais tarde se enchem de água.

A tendência, quando se estabelece uma reserva natural, é para impedir perturbações, como inundações periódicas, diz Warren. Mas essa actuação pode, inadvertidamente, impedir a formação de habitats importantes.

"Os tanques substituem, em certo grau, os processos que foram parados", diz Warren. O mesmo acontece com os fogos causados pelas bombas. "Treinámos gerações inteiras a pensar que os fogos são maus", diz ele, "mas de facto são cruciais para os ecossistemas."

O número de espécies nos antigos campos de treino russos em volta de Berlin em vindo a descer desde o fim da Cortina de Ferro, diz Warren, apoiando a ideia de que a actividade militar é boa para a biodiversidade.

"Mas alguns chefes militares preocupam-se com as espécies ameaçadas e podem começar a dificultar estes exercícios." O corpo dos US Marines já se tinha queixado que a Endangered Species Act ameaçava tornar o campo de treinos de Pendleton no condado de San Diego, Califórnia (lar de 18 espécies ameaçadas) numa reserva natural e não numa zona de treino.

Warren espera que os conservacionistas aprendam com os militares e forneçam perturbações que ajudem as espécies ameaçadas. Um projecto em Tennenlohe, perto de Nuremberga na Alemanha, vai revolver o terreno com uma ferramenta agrícola, numa tentativa de imitar a acção das lagartas dos tanques. 

 

Outras Notícias:

Novo teste sanguíneo vai salvar muitos cães

 

Os cães vão passar a ter o seu próprio teste de grupo sanguíneo, o que potencialmente irá salvar milhares de vidas caninas, revelaram veterinários australianos da Universidade de Melbourne.

Actualmente, os cães apenas podem receber uma transfusão sanguínea nas suas vidas devido ao risco de reacções imunitárias perigosas.

Mas em breve vai passar a ser possível administrar o sangue do tipo correcto, tal como no caso do Homem, impedindo as reacções que ameaçariam a vida dos cães, e "revolucionando os tratamentos caninos", dizem os investigadores.

Ian Walker, da Universidade de Melbourne, refere que a investigação foi a primeira do seu tipo e que tem o potencial para transformar a veterinária canina, particularmente em clínicas especializadas em emergências.

Walker diz que, ao contrário dos humanos, actualmente não há forma segura e fácil de determinar o grupo sanguíneo de um cão. Isto significa que há um grande risco de rejeição do sangue de uma transfusão, se tiverem que receber mais do que uma.

Se um cão que já tenha recebido uma transfusão foi atropelado, por exemplo, a segunda transfusão, em vez de lhe salvar a vida, vai matá-lo.

Esta nova investigação, que foi desenvolvida pela estudante de doutoramento Kate Hsuen-Wen Chang, usa anticorpos geneticamente modificados para identificar os diversos grupos sanguíneos dos cães.

Walker refere: "Numa clínica de emergência, a existência de um teste rapidamente disponível para o grupo sanguíneo pode vir a beneficiar centenas de cães por ano."

 

 

Saber mais:

Ecological Society of America

International Congress of Ecology

 

 

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