2005-08-12

Subject: Aquecimento na Sibéria causa alarme

 

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Aquecimento na Sibéria causa alarme

 

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A maior charneca congelada do mundo está a derreter, o que pode acelerar a taxa a que o aquecimento global está a acontecer, revela a revista New Scientist na sua última edição.

As enormes planuras do oeste da Sibéria está a sofrer um degelo, pela primeira vez desde a sua formação, há 11000 anos. A zona, do tamanho da Alemanha e da França juntas, pode libertar milhares de milhões de toneladas de gases de efeito de estufa para a atmosfera, o que pode ser um ponto de viragem para o acelerar do aquecimento global, consideram os cientistas.

A situação é "uma avalanche ecológica que provavelmente é irreversível e sem dúvida associada ao aquecimento global", refere o investigador Sergei Kirpotin, da Universidade Estadual de Tomsk, Rússia.

Toda a região ocidental da Sibéria sub-árctica está a sofrer um degelo, acrescenta ele, o que "já acontece pelo menos há três ou quatro anos".

A parte ocidental da Sibéria está a aquecer mais rapidamente do que quase todos os locais do planeta, com as temperaturas médias a aumentarem cerca de 3ºC nos últimos 40 anos.

Esta taxa de aquecimento pensa-se ser devida a uma combinação de alterações climáticas devidas à acção do Homem, um fenómeno atmosférico cíclico conhecido como Oscilação Árctica e feedbacks causados pelo degelo.

As charnecas com 11000 anos de idade contêm milhares de milhões de toneladas de metano, a maioria aprisionada no permafrost e nas cristalinas mais profundas do solo, conhecidas por clatratos.

 

Mas se as charnecas derretem, há um risco elevado de que a sua carga de metano possa ser despejada na atmosfera, acelerando o aquecimento global. Os cientistas reagiram com alarme a esta descoberta, alertando para o facto de as predições sobre as temperaturas globais futuras puderem ter que ser revistas.

"Quando começamos a mexer com estes sistemas naturais, pudemos acabar em situações irreversíveis", refere David Viner, da Universidade de East Anglia, Reino Unido. "Não temos travões para o impedir. Este problema é gravíssimo porque não pudemos voltar a formar o permafrost, uma vez que desapareça. O efeito causal é a actividade humana e irá aumentar as temperaturas ainda mais que as nossas emissões já o estão a fazer."

O Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas já especulava em 2001 que as temperaturas globais iriam subir entre 1,4ºC e 5,8ºC entre 1990 e 2100. 

No entanto, estas estimativas apenas consideraram o aquecimento global desencadeado pelas emissões conhecidas de gases de efeito de estufa. "Estes feedbacks positivos não eram conhecidos na época", diz Viner. "Não tinham ideia de que forma poderiam aumentar o efeito de estufa e o aquecimento global."

 

 

Saber mais:

New Scientist

 

 

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