2005-08-10

Subject: Descobertos novos lémures em Madagáscar

 

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Descobertos novos lémures em Madagáscar

 

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Photo: Robert Zingg
Microcebus lehilahytsara é pouco maior que um ratinho. Foto @ Robert Zingg

Duas novas espécies de lémur foram descobertas em Madagáscar, elevando o número de espécies conhecidas para 49.

Cientistas alemães e malgáches fizeram esta descoberta ao analisar o genoma de lémures selvagens.

Os lémures são considerados os primatas mais seriamente ameaçados de extinção e vivem apenas na ilha de Madagáscar, onde evoluíram isolados desde há 165 milhões de anos.

Como resultado desse isolamento, a ilha é actualmente lar de mamíferos, aves e plantas únicos no mundo, cuja preservação é crucial para a biodiversidade global.

A primeira das novas espécies é um lémur-rato gigante, conhecido por Mirza zaza. Tem uma longa cauda farfalhuda e é mais ou menos do tamanho de um esquilo. 

Até agora, os cientistas acreditavam que apenas existia um tipo de lémur-rato gigante, que se tinha dividido em duas populações, no norte e oeste da ilha, mas os dados morfológicos, genéticos e comportamentais mostram que estas são realmente duas espécies diferentes, que divergiram há cerca de 2 milhões de anos.

A segunda nova espécie é um tipo de diferente de lémur-rato, do qual se conhecem já nove espécies.

O Microcebus lehilahytsara, ou lémur-rato de Goodman, vive na floresta tropical húmida do leste de Madagáscar e não é maior que um rato, com orelhas curtas e arredondadas e uma lista branca no focinho.

"É simplesmente espantoso que M. lehilahytsara tenha sido encontrado em Andasibe, uma área protegida de floresta que é considerada uma dos locais melhor conhecidos da ilha e um dos mais visitados pelos ecotouristas", diz Steve Goodman, cientistas do WWF e do The Field Museum de Chicago, segundo o qual o lémur foi baptizado.

"O facto de esta área ainda abriga rum primata desconhecido para a ciência até este momento só serve para sublinhar o muito que ainda tem que ser feito para documentar a biologia desta ilha extraordinária."

A descoberta, feita pelos cientistas do Centro de Primatas da Alemanha e da Universidade de Göttingen, estão descritas na edição mais recente da revista Primate Report.

 

Outras Notícias:

Promessas mexicanas após chacina de tartarugas

O México anunciou que vai aumentar a protecção às suas tartarugas marinhas após cerca de 80 animais terem sido encontrados chacinados. Os restos das tartarugas oliváceas de Ridley foram encontrados, em plena época de reprodução, na praia de Escobilla, estado de Oaxaca, este fim-de-semana.

Pensa-se que as tartarugas tenham sido mortas por caçadores furtivos em busca dos seus ovos, conhecidos localmente como afrodisíacos. A área é um dos locais de nidificação mais importantes para as tartarugas no México, dizem os ambientalistas. 

Os caçadores furtivos deixaram mais de 800 Kg de valiosa carne de tartaruga para trás e as carcaças eram visíveis ao longo da praia e da costa.

"Mataram-nas com golpes na cabeça e machetes. Foi muito brutal, a praia estava coberta de sangue", diz Homero Aridjis, um dos mais conhecidos ambientalistas mexicanos. 

Em resposta às mortes, o governo enviou dois navios da marinha patrulhar a zona. Os ataques foram descritos como "actos de vandalismo" e foi prometida acção para impedir novas mortes.

As tartarugas oliváceas de Ridley estão protegidas pela lei mexicana desde 1990, onde se prevê penas de prisão até 9 anos para os apanhados a capturar ou matar um dos animais. Os seus ovos são frequentemente ingeridos crus e podem ser adquiridos por menos de €0,10, diz Aridjis.

Esta espécie é a menor das tartarugas marinhas e o seu efectivo tem vindo a recuperar, graças às acções anti-caça furtiva de países como o México. Os esforços internacionais no sentido de evitar que sejam capturadas acidentalmente por redes de pesca também têm sido de grande ajuda nesta luta.

 

 

Saber mais:

Primate Report

SEMARNAT

Sea Turtle Inc

 

 

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